ALERTA: Uma a cada 12 pessoas no mundo pode ter hepatite B ou C, sem saber. Não há sintomas e o vírus não é detectado em exames de rotina. Tem certeza que você não tem? Faça o exame, é gratuito.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Em busca de um 2011 a ser sonhado e vivido

Imagem de domínio público

Há poucas horas de 2011, olho pra trás e revejo um ano de 2010 de encontros, desencontros e reencontros.

Ano de mudanças, que vieram acompanhadas de lágrimas e de sorrisos.

Perdemos pessoas, ou melhor, relações transformaram-se - neste e em outro plano.
Pessoas também entraram em nossas vidas, trazendo com elas o que têm de especial para tornar-nos seres também mais especiais.

Um ano que fica marcado pela realização de meu maior sonho de adolescência: agradeço muito a mim mesma por ter me dado esse privilégio e garanto a vocês que realizar um sonho, por mais bobo que possa parecer aos outros, completa a vida da gente.

Um ano que deixa algumas heranças para 2011: algumas arestas a aparar mas, felizmente, também o potencial de muitas alegrias, do germinar das sementes plantadas.

Momento de refletir sobre nós mesmos e sobre como nos relacionamos com o mundo. Acha que não muda nada de um dia para o outro? Está enganado: a gente pode mudar de um minuto para o outro, basta apenas uma firme resolução. E quer saber? A virada do ano é um momento propício para isso. Lembrando que não dá pra esperar resultados diferentes, se continuarmos fazendo sempre a mesma coisa.

Pra mim, janeiro já começa prometendo...
Entre tantos planos para 2011, está a enorme vontade de cuidar mais da minha alma e de seu invólucro, ou seja, do meu corpitcho.

E tem show do U2 em abril com os amigos @melissaporai, @GELEAL e Juliane!

As perspectivas quanto às pesquisas e o tratamento da hepatite C são excelentes. Bem tranquila e confiante em relação a isso. Sim, saúde é um dos meus desejos para 2011. E um dos meus desejos pra vocês também.

Para começarmos bem a nova década, compartilho três frases que tenho fixadas aqui no computador, às quais recorro muitas e muitas vezes:

Por mais que não possamos voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode recomeçar agora e fazer um novo final. Chico Xavier
Jamais permitirei que uma pessoa me leve a odiá-la e com isso amesquinhe e degrade minha alma. Booker T. Washington
Uma vida não basta ser apenas vivida: também precisa ser sonhada. Mário Quintana


Um 2011 bem sonhado e vivido para todos vocês!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O café e a cura da Hepatite C

Característica comum da sociedade atual, sentar-se com os amigos para tomar um cafezinho, pelo menos pra maioria é equivalente a sentar para tomar uma cerveja. O café, assim como outras práticas, tem a capacidade de estabelecer laços entre as pessoas. Café, pessoas, relacionamento. O que isso tem a ver com a Hepatite C? É isso que você saberá na continuidade do post.

MarkSweep - WikiMedia Commons


Vários estudos mostram os benefícios do café nos problemas hepáticos

Especificamente em relação à hepatite C, já foi observado que os indivíduos que ingerem café regularmente, de 3 a 5 xícaras por dia, apresentam quadro significativamente melhor.  

Ao comparar pacientes do estudo que não bebiam café com o grupo dos que bebiam, foi observado que os que faziam uso regular do café apresentavam quadros menos severos de esteatoses (gordura no fígado), níveis menores nas transaminases, na alfa-feto-proteina, na insulina e no nível do HOMA, sendo que o nível de albumina era mais elevado no grupo de café. Carlos Varaldo - http://www.hepato.com/

Outros estudos já mostraram que o café é eficaz na redução da progressão da fibrose hepática - um dos prejuízos causados pelo vírus da hepatite C, que pode levar à cirrose e, em alguns casos, até à morte. 

Também há indícios de que as chances de cura da Hepatite C aumentem com uma maior ingestão de café: no grupo pesquisado, os pacientes que não ingeriam essa bebida tiveram apenas 11,3% de cura, contra 25,8% entre as pessoas que bebiam 3 ou mais xícaras de café por dia.

Mas atenção: 
Beber mais de cinco xícaras diárias de café passa a ser prejudicial, devido à quantidade de cafeína ingerida - alerta Carlos Varaldo, presidente do Grupo Otimismo. 

Julius Schorzman - Wikimedia Commons

Já estou até vendo: depois de lerem este post, meus pais e alguns amigos querendo enfiar-me café goela abaixo. E aí está o problema: o café seria um aliado na minha luta contra a hepatite C, se, claro, eu conseguisse ingerí-lo. Para o meu paladar infantil, apesar do aroma maravilhoso, café não é algo palatável. Não gosto mesmo. 

Em alguns momentos até me faz falta - como agora, que escrevo este post brigando contra o sono.

Sim, eu sei. Deveria tomá-lo como remédio. Quem sabe um dia...

Estou bem distante dos colegas blogueiros que acompanho no Twitter saboreando  e praticamente cultuando o café. Em homenagem a eles, cá está a famosa receita de capuccino do @profBauru, compartilhada pela @luzdeluma:


Toda essa conversa me lembrou um texto que o amigo @GELEAL escreveu sobre as meninas que servem café no nosso trabalho, do qual reproduzo o trecho abaixo:
café  é  um  evento  social  no  Brasil desde há muito, muito tempo. Das nobilíssimas cozinhas  coloniais às fogueiras de acampamento ou também nas famosas, milhares  e coloridas garrafas térmicas, o café reina no cotidiano do  brasileiro  como  uma  "parada"  no  ritmo  das  coisas e um momento de reflexão  e  prazer.  Quero um café preto, viu? Uai, tem outro? É uma forma sutil de dizer: "o meu tem que ser especial".
Há,  certamente,  os  "viciados",  que não podem sentir o cheiro ou ouvir o barulho  do  carrinho  do  café  sem  sentir  a  boca  salivar. Todos somos especialistas em café, mesmo antes de surgir a palavra "barista" (esquisito, não?). Mas o importante é que, pelo menos duas vezes por dia, todos os dias, algumas  pessoas se mobilizam para que matemos a vontade, ou saciemos o bom vício. [...]

E viva o café!

Ps: Não, mãe, eu não quero café. Obrigada.


Para saber mais, visite os seguintes links do Grupo Otimismo:



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Ano Novo, Vida Nova


Ano novo, vida nova. Sempre ouvimos frases como essa nos finais de ano. Pessoas desejando felicidades, mas pouquíssimas fazendo algo para proporcionar isso ao próximo.

E se mudar de postura é a palavra de ordem, o Animando-C começa o ano com cara nova: muito mais leve, muito mais funcional, muito mais acessível... como devemos tentar que seja o caminho dos portadores de doenças como a hepatite C, apesar das adversidades.

Quero também convidá-los para fazer algo pelo próximo: Como tirar dinheiro do Leão e dar para crianças com câncer?

Ano novo, vida nova. 
Não só da boca pra fora.

Como tirar dinheiro do Leão e dar para crianças com câncer?

cancer_infantil_fia

Queria convidar você, querido leitor, a pensar em algumas perguntas. Mentalize a resposta:

  • Você já ficou indignado com os aumentos abusivos que os parlamentares concedem a si mesmos?
  • Você acha que paga muitos impostos, mas esse dinheiro não é bem aplicado?
  • Você acredita que há desvio de dinheiro público na saúde, educação…?

Se você respondeu sim a alguma das perguntas que fiz acima, queria mostrar neste post como fazer para que o seu dinheiro não seja usado de forma ilícita como nas situações descritas.

Você sabia que é possível destinar parte daquilo que, inevitavelmente, você paga de imposto de renda para o Fundo da Infância e da Adolescência - FIA?

No ano passado, fiz minha primeira contribuição ao FIA e digo a vocês que é surpreendentemente fácil.
Compartilho o que descobri sobre isso, inclusive com um passo-a-passo, e convido-os a ajudarem também.



Resumidamente:
A gente tira uma parte do dinheiro que ficaria com o Leão e doa para quem fará bom uso dele.
Observação: só vale para quem opta pela declaração completa.

Como faço para doar?

É muito simples! Você tem duas opções:
  • Escolher você mesmo uma instituição para destinar a doação.
  • Doar diretamente ao Fundo.


1) Escolhendo uma instituição

AbraceVocê pode escolher uma entidade recebedora dos recursos do FIA e fazer uma doação diretamente a ela. Eu escolhi a ABRACE, que faz um trabalho lindo com crianças com câncer e está construindo o Hospital do Câncer Infantil de Brasília.
São 3 passos bem simples:

1. Olhar no resumo da declaração do ano anterior o valor do Imposto de Renda Devido e calcular 6% (se for pessoa física) ou 1% (se for pessoa jurídica). Esse é o máximo que podemos doar e nada impede que a doação seja de um valor inferior. 
Observe que a base de cálculo é o exercício atual. O demonstrativo do exercício anterior serve apenas como referência.
2. Fazer o depósito na conta da instituição. Eu fiz transferência pela internet mesmo (se for para outro banco, como era no meu caso, é possível fazer DOC). Bem prático.

FIA – ABRACE
Banco de Brasília (BRB) – 070
Agência: 059
Conta corrente: 013044-7
CNPJ do FIA: 00.394.734/0001-00
3. Passar o comprovante para a instituição. No caso da ABRACE, eles pedem que enviemos o comprovante para o email cristianeguimaraes@abrace.com.br, com os seguintes dados: nome, endereço residencial, telefone, RG, CPF e endereço para entrega do recibo (pode ser o comercial).
Depois disso é só aguardar chegar o recibo no endereço que escolheu e deduzir na próxima declaração. No ano passado, demorou três meses para eles me entregarem o recibo, o que não fez diferença alguma, já que a declaração é feita bem mais tarde.
Telefone da ABRACE (61) 3212-6070 (a responsável é a Cristiane).

2) Doando diretamente ao Fundo Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente

1. Calcule o valor exatamente como na situação anterior.
2. Acesse www.tesouro.fazenda.gov.br e siga o passo-a-passo: 
> clique em Guia de Recolhimento da União
> clique em impressão GRU
> informe os seguintes dados:

Código UG – 110.244;
Código de Gestão – 00001;
Código de Recolhimento – Para pessoa física – 288438 ou pessoa jurídica – 28841-1; Número de referência: 1 para primeira doação, 2 para segunda e assim sucessivamente;
nome do contribuinte; data do vencimento; valor principal e valor total.
> selecione geração em HTML e pague nos terminais de auto-atendimento, caixa ou internet.

Você pode ainda doar para fundos estaduais e municipais. Encontre no Google os fundos de sua região, faça o depósito na conta e solicite o recibo.


Para onde vai o dinheiro?

Os recursos destinados ao FIA só podem ser aplicados em projetos de defesa dos direitos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social ou pessoal ou em projetos de combate ao trabalho infantil, à profissionalização de jovens, além de orientação e apoio sócio-familiar.

De onde sai o dinheiro para doação?

Num primeiro momento, do seu bolso. Mas ele é restituído na sua próxima declaração (desde que opte pela declaração completa). Isso significa que o dinheiro que vai para a instituição sai da bolada que o Leão recebe de nossos impostos. Num País no qual parte dos impostos dos cidadãos são desviados pela corrupção, nada mais justo do que pegarmos uma parte deles e destinarmos para quem sabemos que fará bom uso, não?

Qual o prazo para fazer minha doação?

31/12/2010

Por que eu doo para a ABRACE?

Eles fazem um trabalho lindo, sério, o qual eu peço a Deus nunca precisar.

Na Páscoa de 2006, coordenei uma gincana no meu trabalho de arrecadação de ovos de chocolate para crianças com câncer atendidas pelo Hospital de Apoio, Abrace e Abrapec.
Fui pessoalmente entregar os ovos às crianças e, pra quem me conhece, seria desnecessário eu contar o quanto chorei depois.
A menininha da foto que ilustra este post é a Larissa Paula, que conheci lá. Espero do fundo do coração que hoje ela esteja bem.
Embora eu tenha autorização expressa da mãe para publicá-la, achei melhor esconder um pouco seus olhinhos, o que, acredito, não torne a imagem menos impactante. 


Para saber mais

Veja os links abaixo do site do Banco do Brasil:
O que é  -  Como doar  -  Legislação

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Coloque a fita da hepatite C em seu avatar no Twitter

Quer apoiar a luta contra a hepatite C no Twitter? Uma das formas de fazer isso é inserindo a fita que a representa em seu avatar. Basta clicar abaixo e seguir alguns passos bem simples.
A causa agradece.



sábado, 11 de dezembro de 2010

Novos medicamentos são esperança na luta contra a hepatite C

A mídia vem noticiando nos últimos meses o lançamento de medicamentos mais eficazes para o tratamento da hepatite C. Estamos diante de um enorme avanço, o qual deve chegar às prateleiras já em 2011.

By Ignis - Mediawiki Commons

Os novos medicamentos são os inibidores de proteases: Telaprevir e Boceprevir.
Ambos são antivirais que, utilizados* junto com os medicamentos disponíveis até agora (interferon e ribavirina), aumentam em muito a possibilidade de resposta sustentada, ou seja, a chance de cura.

* Para o tratamento, opta-se pelo Telaprevir ou pelo Boceprevir, a critério do médico assistente, ressaltando que não são tomados juntos. 

Sobre as chances de cura, posso dar um exemplo prático baseado num argumento de autoridade, pois é o meu caso: passei em 2008 pelo tratamento hoje disponível e não funcionou, conforme relato no post "O soldado que sorri". Por pertencer ao genótipo 1, minhas chances de ficar curada na época eram de 40 a 60%. Num segundo tratamento utilizando apenas esses dois medicamentos novamente, a chance de sucesso caía para 12 a 22%. Agora, associando um inibidor de proteases, passo a ter 70% de possibilidade de cura.

Quando li pela primeira vez o resultado final das pesquisas com esse índice de 70%, confesso que chorei de emoção.

Outra enorme vantagem com a chegada dos novos medicamentos é a possibilidade de redução do tempo de tratamento. Quem já leu sobre os efeitos colaterais no "diário do meu tratamento", sabe que qualquer diminuição nesse período faz muita diferença.

Ainda estou discutindo com meu médico se começarei novo tratamento logo que lançados o Telaprevir e Boceprevir ou se esperarei o lançamento de uma segunda linha de antivirais, os inibidores de polimerases, para utilizar junto como um coquetel. Nesse caso, seriam quatro medicamentos "porretas" martelando o vírus ao mesmo tempo, cada qual com suas armas próprias.

Não há previsão para o lançamento dos inibidores de polimerases no mercado, mas posso me dar ao luxo de pensar em aguardar pelo fato de meu fígado ainda estar em boas condições.

Felizmente, nos dias atuais existem muitas pesquisas em andamento e há um investimento pesado dos laboratórios. Por isso, não desanimo. Pelo contrário, a cada nova divulgação de resultados, mesmo que parciais, renovo minhas esperanças. Ainda escrevo pra vocês um post com o título "Estou curada!". Me aguardem...


Entendendo como atuam os medicamentos:

Interferon: é uma substância produzida normalmente pelo organismo humano e tem a função de atuar como mediador entre várias células que ajudam a nos defender de infecções causadas por vírus agressores (como o da gripe, por exemplo), inibindo ou interferindo com a multiplicação desses vírus. Os interferons também impedem o crescimento de certos tipos de células cancerosas, estimulando o nosso corpo a lutar com elas. Fonte: Dra. Shirley de Campos
Ribavirina: destrói o vírus gerando mutações em excesso, causando uma grande surpresa no vírus que a droga ataca, alterando e deformando o RNA como seu material genético. Fonte: Descoberto como atua a ribavirina - Grupo Otimismo
Inibidores de Proteases: atacam diretamente o vírus da hepatite C, ligando-se à enzima protease e impedindo assim a reprodução do vírus. Fonte: Drogas antivirais elevam chances de cura para hepatite C - Folha
Inibidores de Polimerase: são similares na sua forma de agir aos inibidores de proteases, atuando sobre proteínas ou enzimas que são necessárias para a replicação do vírus. Fonte: Dados positivos na pesquisa com um inibidor de polimerase no tratamento da hepatite C - Grupo Otimismo

Você pode saber mais sobre novos medicamentos para tratamento da hepatite C visitando os links abaixo:
Inibidores de proteases:
Pesquisas de outros medicamentos:

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Luta contra a Aids: preconceito e prevenção


Dia 1º de dezembro é o Dia Mundial de Luta contra a Aids.
Para marcar a data, o Ministério da Saúde lançou hoje campanha com o mote: viver com aids é possível, com o preconceito não. Entre as ações, fotos carinhosas de jovens soropositivos com artistas famosos:

Rodrigo Santoro
Adriana Esteves

Gostei muito da campanha direcionadas às redes sociais: www.todoscontraopreconceito.com.brDiante disso, mal posso esperar para ver a campanha do próximo 28 de julho, Dia Mundial da Hepatite. #recadinho


Em 2009, escrevi sobre o Dia Mundial de Combate a Aids focando o preconceito, refletindo sobre os meus próprios:


Neste ano, quero falar sobre prevenção, ressaltando um importante fato ocorrido no final de novembro: o reconhecimento por parte do papa Bento 16 que o uso da camisinha pode ser justificado em algumas situações. Ufa! Já não era sem tempo, né?

Embora o Vaticano tenha tentado relativizar a questão, dizendo "não haver mudança revolucionária" quanto à posição da Igreja Católica sobre a camisinha, considero que tenha sido sim um avanço na luta contra a disseminação do HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, como a hepatite B.

Que fique claro: a Igreja ainda afirma que o uso de preservativos não é a solução “autêntica e moral” do problema da Aids. Não pretendo prolongar a discussão, por considerar que o trecho do livro “Luz do Mundo” - entrevista do jornalista alemão Peter Seewald com o Papa -, que suscitou a polêmica, seja claro e auto-explicativo:

A sexualidade 
Concentrar-se somente no preservativo significa banalizar a sexualidade, e essa banalização é precisamente a perigosa razão pela qual tantas e tantas pessoas não veem na sexualidade mais a expressão do seu amor, mas apenas uma espécie de droga, que administram por si só. Por isso, também a luta contra a banalização da sexualidade é parte do grande esforço para que a sexualidade seja valorizada positivamente e possa exercer o seu efeito positivo sobre o ser humano em sua totalidade. 
Pode haver casos individuais justificados, por exemplo, quando um garoto de programa usa um preservativo, e esse pode ser o primeiro passo rumo a uma moralização, um primeiro ato de responsabilidade para desenvolver de novo a consciência do fato de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. No entanto, essa não é a maneira verdadeira e adequada para vencer a infecção do HIV. É verdadeiramente necessária uma humanização da sexualidade.
Falando em responsabilidade, é um bom momento para refletirmos sobre a nossa, né? Todos nós temos informação, mas que atire a primeira pedra quem nunca deu uma escorregadela.

Infelizmente, uma escorregadela apenas pode ser o suficiente.

Esses dias, lia os comentários de uma matéria sobre o assunto e fiquei surpreendida com a quantidade de gente (homens, que fique claro) que defendem abertamente o não uso de camisinha. Em pleno século XXI??? Vai entender...

Segundo informações do Ministério da Saúde, 40% dos jovens entre 15 e 24 anos assumem não usar preservativo em todas as relações sexuais. Resultado: a pesquisa revela aumento do número de jovens infectados pelo vírus HIV nos últimos cinco anos. Sinceramente, né? Eu esperava isso do pessoal da minha geração, mas da garotada esperta da geração Y???