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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Trabalhar ou não?

Essa é a pergunta que me faço todos os dias úteis, ao acordar.

Engels defende que o trabalho foi o responsável por transformar o "ser humano" em "ser humano" (senão, seríamos algo mais parecido com os nossos primos macacos). Kardec, no Livro dos Espíritos, nos diz que, sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância da inteligência. (Só num blog mesmo para se citar Engels e Kardec juntos... rs)

O fato é que trabalhar me faz bem, me desenvolve, me torna uma pessoa melhor. É muito bom me sentir produtiva, ter sempre novos desafios para superar, "estar no mundo", ouvir alguém que canta Wando ao meu lado ("você é luz...") e conversar com as colegas sobre nossos lindos e encantadores filhos (e os filhos que ainda teremos).

Mas voltando à Kardec: "Qual o limite do trabalho? O limite das forças." Será que sei medir esse limite? Às vezes, não. Tanto que já precisei mais de uma vez que algum colega me levasse de volta pra casa, porque não tinha condições nem de dirigir. Mas, na maioria das vezes, fico bem - cansada, indisposta, mas nada que me impeça de trabalhar... e com competência (modesta que sou).
As contradições da vida: trabalhar faz tão bem pra minha cabeça, mas ao mesmo tempo fico pensando em tudo o que estou "perdendo" por estar trabalhando durante o tratamento. E o repouso que não estou fazendo? E o tempo que deixo de estar com minha filha? As caminhadas três vezes por semana recomendadas pelo médico que não faço por causa do registro do ponto? Coisas que me dão bem-estar mas que estão deixadas de lado, por ficar exausta quando volto do trabalho? Pesquisas que deixo de fazer sobre o que poderia me dar mais qualidade de vida, sobre tratamentos alternativos? E outras coisas mais.

Aí fico pensando: eu tinha o direito de tirar uma licença, poderia estar sendo diferente.
Mas, o que tenho feito, é colocado tudo na balança. E, por enquanto, ela tem pendido mais para o lado do trabalho. Só espero ter equilíbrio e sabedoria para perceber se isso começar a prejudicar a minha saúde, porque ela está, indiscutivelmente, em primeiro lugar. Como diz uma amiga: "a gente precisa aprender que trabalho é só trabalho".

Trabalhar hoje ou não? É uma pergunta que prefiro responder um dia de cada vez.

3 comentários:

  1. viver sempre, desistir nunca...4 de maio de 2009 19:44

    Essa é uma questão muito importante, que só você poderá responder. A princípio, a resposta de cada um seria parar de trabalhar. Mas como te conheço bem, sei que o trabalho tem um lado muito animador para você. Ou seja, você terá que saber quando chegar a hora que, para o seu bem, será melhor ficar uns tempos em casa: 15 dias? 1 mês? Pode ser que este dia está chegando, para dar um folêgo para este organismo já começa a dar sinais de debilidade. Como tem hora para voltar a trabalhar, sempre isto será um alento. Você sabe, nada é absoluto, então não esqueça de usar estas duas opções alternadas. E, aproveite sempre o lado bom daquela que estiver vivendo.

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  2. Concordo que o melhor para vc é alternar trabalho com licenças, possibilitando um tempo de recuperação para seu organismo. Sei q para vc é difícil parar, mas encare como pequenas pausas para reposição de energia.
    Vc está indo muito bem, vamos continuar assim!

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  3. OI querida,

    Parabens, que coisa linda que está fazendo, mesmo com dificuldades continua pensando no próximo. Que Deus a abençõe sempre e que se recuperar logo logo.
    Um beijo e conte comigo, esta amiga que te admira muuuuito.
    luzi

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