Uma em cada 12 pessoas no mundo pode ter hepatite B ou C, sem saber. Não há sintomas e o vírus não é detectado em exames de rotina. Tem certeza que você não tem? Faça o exame, é gratuito.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Notícias da Flor e 11 anos de Animando-C

Meus amores, que saudade! Venho pouco por aqui agora, porque estou tocando muitos projetos ao mesmo tempo (como sempre hehe) e vocês sabem que uma das coisas que a Hepatite C me ensinou foi a cuidar melhor de mim e a ser mais generosa comigo mesma. Faz parte disso eu priorizar no que vou investir meu tempo e não me cobrar demais. Continuo mantendo o blog no ar com muito amor, para que o conteúdo possa ajudar mais pessoas. No entanto, não tenho muito mais para atualizar, afinal, já estou curada há quatro anos (graças a Deus)! De lá pra cá, a Hepatite C é só História e, claro, muitas lições aprendidas.


11 anos de Animando-C


Dá pra acreditar? Em 31 de março de 2009, eu escrevia o primeiro post do Animando-C - Começando...
A ideia era despretensiosa: compartilhar o diário do meu tratamento para tentar ajudar outras pessoas que passavam por isso a encarar a situação de forma mais otimista - ao contrário das desgraças que a gente lia na época na internet. Lembro quando as primeiras pessoas desconhecidas começaram a comentar (uau!). Algumas viraram amigas. Hoje, são 3.243 comentários em 272 posts (vocês são demais!).

Infelizmente, eu cometi um erro recentemente e perdi as indexações do Google, o que fez a quantidade de acessos do blog cair abruptamente. Vocês não tem ideia de como eu fiquei chateada comigo mesma! Mas preferi pensar que tudo acontece por um motivo e que isso era um sinal de que um ciclo havia se fechado. Consegui corrigir o erro, mas nunca recuperar as indexações perdidas: quando alguém pesquisava sobre hepatite C no Google, o Animando-C aparecia na primeira ou na segunda página. Hoje, você me acha só na página 10 dos resultados das pesquisas (convenhamos, ninguém chega na página 10!) e nem é com o Animando-C, mas sim numa reportagem feita comigo pelo jornal Correio Braziliense. Enfim, de nada adianta chorar sobre o leite derramado. 


Notícias da Flor


Continuo morando em Brasília e a Florzinha já tem 12 anos de idade! Embora eu saiba que o vírus não volta depois de eliminado do organismo, admito que toda vez fico paranoica pra ver o resultado de TGP, TGO e Gama GT nos meus exames de sangue. É sempre um alívio ver que não há alteração e, portanto, meu fígado está muito bem, obrigada. :) Quem mais?

Já para o resultado do Anti-HCV nem ligo, porque sei que os anticorpos estarão sempre lá. São como as cicatrizes da nossa guerra: mostram que tivemos contato com o vírus, como que nos lembrando da nossa vitória!

Coronavírus


E não é que hoje o mundo está confinado por conta de um vírus? Não deixo de achar interessante que há mais de dez anos alertemos para a pandemia silenciosa das hepatites virais e até hoje as pessoas ainda não se conscientizaram da sua importância e perigo. Claro, os infectados com as hepatites B e C geralmente não apresentam sintomas, e a letalidade leva anos (e até décadas) para chegar. Infelizmente, muitas vezes chega.

Esses dias, até a revista Exame lembrou disso numa matéria sobre as doenças infecciosas que matam mais que o coronavírus, citando as hepatites B e C como responsáveis por 1,34 milhões de mortes por ano.      

Por isso é muito importante que continuemos falando sobre o assunto, que continuemos alertando as pessoas para fazerem o teste. Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de cura. Eu continuo falando sobre isso sempre que posso, e vocês? 

Particularmente, estou adorando esse período de isolamento social (me julguem! hehe). Apesar de que estou muito estressada, porque meu trabalho em home office está me exigindo demais neste período. Mas, chefe, isso não é uma reclamação: quero ficar em home office pra sempre! Fazia dois anos que eu pedia para trabalhar remotamente mas nunca havia sido contemplada.

Os serviços domésticos me ocupam demais (gente, a cozinha de vocês fica mais de uma hora arrumada? Fala sério!) e, admito, não gosto. Geralmente, tenho a minha funcionária Ivonete, que me faz muita falta e que cuida de tudo isso pra mim, para que eu possa dedicar meu tempo a outras atividades (inclusive as remuneradas que me permitem pagar o salário dela). Mas agora ela está quietinha em casa porque, como eu, também é grupo de risco por causa da asma.

Também sinto falta de praia e cachoeira. Já as pessoas continuo encontrando online e, como sou bem tecnológica, já estou acostumada com isso.



Eu acho que o mundo nunca mais será o mesmo... e Graças a Deus! É lógico que nosso modelo de desenvolvimento estava esgotado e que uma hora isso explodiria. Eu considero o Covid-19 uma benção que veio nos mostrar que é urgente mudarmos o nosso modo de ser e estar no planeta. Logicamente que sinto muito pelas vidas que estamos perdendo para ele (e tenho medo também). Quando digo "benção" é porque imagino que poderia ter ocorrido algo muito pior, que nos desse menos chance de sobrevivência (como uma terceira guerra mundial, agora nuclear).

É preciso que aceitemos a nossa vulnerabilidade humana. É preciso que acolhamos que estamos vivendo uma calamidade sem precedentes em nosso século, um momento muito ruim, que não pode ser negado ou minimizado. É preciso que entendamos que precisamos mudar.

E que isso comece por dentro.

Particularmente, eu estou serena. Já sobrevivi ao Staphylococcus aureus  e ao VHC (Vírus da Hepatite C). Isso não me dá tranquilidade, especialmente porque estou no grupo de risco, mas me dá resiliência. Faço o que está ao meu alcance para prevenção e aceito que não tenho o controle de tudo... e que está tudo bem.

Estou aproveitando para refletir sobre minha vida, o que quero e o que não quero mais - mas, pra ser sincera, nada diferente do que tenho feito desde 2009 quando meu primeiro tratamento da Hepatite C fracassou. Ou seja, esses vírus são professores, pra quem tem a mente aberta para aprender.

 

Como eu me mantenho bem


  • Acreditando que tudo acontece como deve acontecer e que precisamos encontrar o que essas situações desafiadoras podem nos ensinar. 

  • Buscando estar perto de pessoas que me fazem sentir bem e evitando pessoas tóxicas.

  • Cuidando de mim mesma:
    - rotina de exercícios físicos mesmo em casa (eu faço na plataforma Queima Diária, clique no link para ganhar o desconto dos meus seguidores)
    - alimentação equilibrada - continuo com acompanhamento com nutricionista, agora online.
    - suplementação adequada (coisas que não podem faltar: colágeno Naära, bebida de proteína do programa Zen, Vidacell e Reserva - tem tudo para vender na minha loja online e tenho alguns a pronta entrega em Brasília)   

  • Tendo minhas metas pessoais da quarentena - o que quero sair melhor do que entrei. Como estão as suas?

  • Ajudando outras pessoas a passarem bem por essa fase:
    - fazendo doações (por exemplo, para os indígenas do Xingu, ajude também!);
    - compartilhando conteúdo nas redes sociais - hoje uso mais o meu perfil comercial @trabalhada.na.beleza no Instagram (me acompanhe por lá, especialmente nos stories);
    - ajudando pessoas a começarem um negócio junto comigo para ter renda extra nesse período delicado. Queria estar ajudando mais, mas realmente estou bem sobrecarregada no meu emprego formal; quem quiser saber mais, manda direct no Instragram por favor e divulgue para os amigos que você conhece que estão com as portas dos negócios fechadas.

  • Meditando, orando, fazendo yoga, usando óleos essencias (o que mais estou usando são o Enhance e o Defend, que tenho a pronta entrega em Brasília. O difusor é mara!).

  • Estudando e lendo bastante. Vivo em lives, e vocês? Fazendo vários cursos também (das coisas mais diversas, desde hortas em pequenos espaços até investimentos).

  • Cuidando da minha família, inclusive da saúde mental.

Agora me contem


E vocês? Como estão de quarentena? O que tem feito, o que estão aprendendo com esse vírus, o que desejam estar melhores quando isso tudo passar?

Um beijo enorme pra todos vocês! Gratidão por estarem aqui, depois de todos esses anos. Se cuidem por favor! E, se possível, fiquem em casa.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Ainda se morre de hepatite em 2020?

O ano é 2020. Quando éramos crianças, achávamos que hoje já teríamos automóveis voadores e robôs empregados domésticos. Carros voando, de fato, não temos. Mas eu tenho um Robô aspirador Roomba em casa e trabalho com metodologias de treinamento de chatbots - robôs atendentes de chat. A tecnologia de nossos smartphones atuais era inimaginável naquela época. Ou seja, avançamos muito, sem dúvidas. E em relação às hepatites, como estamos nesse cenário futurista?



 
Nesses 14 anos desde o meu diagnóstico de hepatite C, muita coisa mudou. Um grande destaque foi o avanço da Medicina e os novos medicamentos, que hoje têm um percentual de cura muito maior e infinitamente menos efeitos colaterais, possibilitando melhor qualidade de vida durante e após o tratamento.   
  
Mais pessoas são tratadas pelo SUS hoje e o público-alvo da vacina da hepatite B foi ampliado.

No entanto, infelizmente, nos últimos anos, as campanhas de detecção e prevenção parecem ter diminuído. O mês de combate às hepatites passou batido no ano passado.

As pessoas ainda morrem por decorrência de complicações da hepatite B e hepatite C? Sim. Ainda temos milhões de pessoas infectadas no Brasil e no mundo que não fazem ideia que correm risco e precisam de tratamento? Sim! Em pleno 2020... Tanto avanço por um lado; por outro, muito ainda a se caminhar. 

O que você acha que pode ser feito para mudarmos esse cenário? Como podemos contribuir? Bora pensar juntos?

Feliz ano novo! Que avancemos ainda mais em 2020, porque cada vida conta.