Uma em cada 12 pessoas no mundo pode ter hepatite B ou C, sem saber. Não há sintomas e o vírus não é detectado em exames de rotina. Tem certeza que você não tem? Faça o exame, é gratuito.

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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Benefícios da vitamina D na hepatite C

Muito tem sido falado sobre os benefícios da suplementação de vitamina D no acompanhamento de portadores de hepatite C. Sua utilização durante o tratamento ainda não é consenso entre médicos e pesquisadores, mas vários estudos sugerem que seu uso pode trazer bons resultados. 

Considera-se, por exemplo, que existe maior possibilidade de cura da hepatite C nos infectados com os genótipos 2 e 3 que possuem níveis mais elevados de vitamina D. Faltam estudos confirmatórios, mas suspeita-se que a vitamina D também possa ser benéfica na redução da esteatose (gordura no fígado) e ainda diminuir a possibilidade de desenvolvimento de câncer de fígado.

Mas o que já está confirmado é que a vitamina D melhora o metabolismo e está associada a menor inflamação. Menor nível de vitamina D = maior fibrose no fígado.

Estudo realizado na Itália em 260 infectados com o genótipo 1 confirma pesquisas anteriores que mostram que a vitamina D exerce um efeito protetor, inibindo a proliferação de células estreladas e sua ativação profibrogenica.
Concluem os pesquisadores que a vitamina D tem, portanto, um papel relevante em pacientes infectados com hepatite C, e seu metabolismo é regulado por vários fatores ambientais, em particular pela ação direta da luz do sol. Fonte: www.hepato.com 

Apesar disso, manter os níveis de vitamina D satisfatórios no organismo não é tarefa fácil. Grande parte da população em geral (41%) apresenta níveis inferiores a 20 mcg/L. Nos pacientes com problemas hepáticos, esse número é ainda maior:   

  • Nas fibroses F0 ou F1, o nível inferior a 20 mcg/L atinge 63% dos pacientes.
  • Nas fibroses F2, F3 ou F4 (cirrose), o nível inferior a 20 mcg/L atinge 73% dos pacientes.

Aumentar os níveis de vitamina D requer cuidado com a alimentação e, muitas vezes, suplementação. Sem esquecer da necessidade de tomar um solzinho diário para fixar a vitamina. Para saber mais sobre o assunto, não deixe de ler: A vitamina D na hepatite C.


Muxama de atum - cc Can the Can Lisboa


Fonte: Comentários do 2º Congresso nas Controvérsias nas Hepatites Virales
Berlim, Alemanha - 18, 19 e 20 de outubro de 2012

sábado, 25 de agosto de 2012

A vitamina D na hepatite C

Há alguns anos, estudos vêm mostrando que a suplementação com vitamina D melhora as chances de cura de pacientes em tratamento da hepatite C. No final do ano passado, um estudo israelense comprovou que a introdução da vitamina D no tratamento interferon/ribavirina aumenta a resposta terapêutica, podendo dobrar as chances de cura.  

Foto: Marcelo Alves - Flickr CC

Outros estudos referentes à vitamina D revelam que é comum que portadores de hepatite C tenham deficiência dessa vitamina, sugerindo uma relação entre a carência da vitamina D e uma maior atividade inflamatória no fígado e progressão da fibrose hepática.

Mas atenção: não vá tomando vitaminas por conta própria! A dosagem errada, ao invés de aumentar a chance de cura, pode causar prejuízo à sua saúde. Isso vale para qualquer pessoa, mas especialmente para nós que apresentamos problemas no fígado e, mais ainda, para aquelas que estão em tratamento da hepatite C. Apenas seu médico deverá receitá-la. 

O que você pode fazer, se quiser, é aumentar a ingestão de alimentos ricos em vitamina D. O ideal seria fazê-lo com a orientação de uma nutricionista, para evitar, por exemplo, que os alimentos escolhidos também impliquem num aumento do consumo de gordura.

Alimentos ricos em vitamina D:

Fonte: Tua Saúde
Atum fresco (90g): 3.6 mcg
Sardinha fresca (100g): 5.2 mcg
Sardinha enlatada (100g): 17 mcg
Manteiga (1 colher): 0.45 mcg
Cogumelos (100g): 0.65 mcg
Leite (1 copo): 0.17 mcg
Gema de ovo (100g): 0.53 mcg
Ovo de galinha (100g): 0.8 mcg
Fígado de boi (100g): 1.12 mcg
Iogurte (1 potinho): 1.2 mcg

Aproveite e veja aqui várias receitas com atum fresco.
Não testei, mas a aparência é ótima.

Minha situação pessoal


Meus exames de rotina do primeiro semestre mostraram que eu estava com deficiência de vitamina D, apesar de estar tomando suplementação há alguns meses, com acompanhamento da nutricionista. Diante desse resultado, meu infectologista aumentou a dose da suplementação, que agora tomo duas vezes ao dia para melhor absorção.    

Aproveitando a oportunidade, compartilho com vocês que felizmente estou muito bem, obrigada. Com exceção de TGO, TGP e GGT (sempre aumentadas, lembrando-me insistentemente que, apesar de eu não sentir nada, o vírus está lá causando um processo infamatório no meu fígado), dos eosinófilos (sempre altos por causa de alergia respiratória) e da insuficiência de vitamina D e de cromo, o resto dos exames está "de atleta". E olha que dessa vez foram 23 páginas de exames! 

Como eu sei que alguns de vocês se interessam pelos números, lá vai:
- TGO: 90 U/L (valor de referência - feminino: 13 a 35 U/L)
- TGP: 90 U/L (valor de referência: 10 a 49 U/L)
- GGT: 65 U/L (valor de referência - feminino: menor que 38 U/L)
- Vitamina D: 27,0 NG/ML (insuficiência: 10 a 29.9 NG/ML)

A orientação de meu médico é que, se o quadro continuar como está (que é a tendência), iniciarei novo tratamento somente após a Copa do Mundo de 2014. E, se as pesquisas continuarem evoluindo como esperado, há chances de utilizar medicamentos que dispensem o interferon e a ribavirina. Já pensou que sonho?

Até lá, sigo me cuidando (alimentação, atividade física e saúde emocional) e fazendo os exames de acompanhamento semestral. 



Algumas fontes de consulta: 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Hepatite C e estratégias para manter-se saudável

Ser portador do vírus da hepatite C não significa ser doente. No entanto, ao longo do tempo, a agressão do vírus ao organismo pode ocasionar diversas enfermidades tanto no fígado como extra-hepáticas - algumas, inclusive, muito graves. Sabendo disso, é nosso papel investir em estratégias para manter o corpo saudável apesar do vírus da hepatite C

Eu não entrego meu corpinho tão facilmente ao vírus. Eu luto! E vocês?

The Strong Man (O Homem Forte) by Thomas Eakins
Imagem de domínio público

Ao longo dos dois anos do Animando-C, já falamos muitas vezes sobre estratégias para manter mente e corpo saudáveis (por isso você encontrará vários links ao longo deste post). 

Não existe fórmula mágica nem tampouco recomendações específicas para portadores de hepatite C: como meu infectologista gosta sempre de ressaltar, somos pessoas normais e devemos buscar fazer escolhas saudáveis em nosso dia-a-dia, como qualquer pessoa normal deveria fazer.

Infelizmente, muitos de nós não podem impedir que o vírus agrida o nosso corpo. Isso acontece no meu caso, por exemplo, que não obtive resposta com o tratamento da hepatite C. O que podemos fazer então? Fortalecer o organismo, por meio de prevenção, alimentação saudável, rotina de exercícios físicos e, claro, pensamento positivo.

Falando nisso, se você tem indicação para fazer o tratamento, você está no privilegiado grupo dos que têm a chance de impedir que o vírus agrida seu corpo. Tenha coragem e faça! Não tema o tratamento, tema o vírus. Posso dizer por experiência própria que, apesar de ser beeeeem ruim, o tratamento é totalmente administrável para a maior parte de nós.  

1. Acompanhamento médico

Imagem: WikiMedia Commons 
Em nossos cuidados com a saúde, devemos dar a importância devida à prevenção. Portanto, não podemos focar exclusivamente a hepatite C e esquecer todo o resto que compõe o nosso corpo. Lembro aqui da importância dos exames preventivos, inclusive do câncer de mama. E atenção, meninos: esse papo é com vocês também! Fiquem espertos. 

Leia também:

Como portadores de hepatite C, a consulta periódica com seu médico especialista para a realização de exames de acompanhamento é essencial. Lembre-se que qualquer alteração deve ser imediatamente analisada e, se necessário, tratada. Então, nada de preguiça ou de querer economizar tempo e dinheiro quando se trata de sua saúde: se seu médico pede pra lhe ver uma vez por ano, esteja lá. Se for de seis em seis meses (como é o caso do meu), esteja lá também.    

Leia também:


2. Alimentação saudável

Imagem: WikiMedia Commons

Diz o ditado que a gente é o que a gente come e eu levo isso muito a sério. Se minha alimentação é a ideal? Está longe de ser. Mas me esforço bastante e o importante é minha consciência tranquila de que estou a caminho: subindo um degrau por vez, dentro das minhas limitações.

Não deixe de ler o que escrevi sobre isso:


3. Rotina de exercícios físicos
Imagem: WikiMedia Commons

Tenho de confessar: acho muito chato fazer atividade física, mas não tenho escolha se desejo fortalecer meu organismo. Várias pesquisas mostram o impacto direto de uma rotina de exercícios físicos na saúde. Os estudam mostram também (graças a Deus!) que você não precisa ser um super-atleta ou maratonista para beneficiar-se com isso: uma caminhada moderada de 30 minutos por dia é suficiente. 

Se você está acima do peso, tem o dobro de motivos para encarar a atividade física e nem preciso discorrer aqui sobre os motivos, né? Já estamos cansados de saber o que o sobrepeso ocasiona à nossa saúde. 

Eu, mesmo magrinha (exibida!), tenho esteatose, que é o depósito de gordura no fígado. Isso é um problema grave e cada vez mais comum em nossa sociedade pós-moderna, que pode ocasionar distúrbio metabólico, aumento das transaminases, resistência à insulina e diabetes do tipo 2. Que droga, né? Não havendo tratamento com medicamentos, a única coisa a fazer é restringir o consumo de frituras e... dá-lhe atividade física, porque essa gordura não pode ficar lá no nosso amado fígado.

Falando nisso, você conhece a importância do fígado para nosso organismo? Leia em: Você tem fígado? 

4. Pensamento positivo

Imagem: WikiMedia Commons

Já falamos muito sobre o assunto, mesmo porque isso faz parte da origem deste blog - leia mais sobre a origem e objetivos do Animando-C aqui.
"Mens sana in corpore sano" (Mente sã em corpo são)
Dá pra ser otimista sendo portador de hepatite C? Eu acredito que isso é uma escolha que podemos fazer, sobre a qual você pode ler mais em: Otimismo todo dia.  


Aproveito este post para agradecer aos amigos e leitores que têm sentido minha falta aqui no blog e nas redes sociais. Adivinhem o que eu ando fazendo? Cuidando mais de mim! Há alguns meses venho investindo mais na atividade física e no cuidado com minhas horas de sono, o que diminui bastante o meu tempo disponível para o blog. Sorry!

Além disso, estou me dedicando mais à vida offline. Assistam ao vídeo que publiquei no Apenas Mulheres de Verdade e vejam do que estou falando. Tenho certeza que todos entenderão e desculparão a pouca interação e a demora nas respostas.

Hakuna matata!
Não sabe o que significa Hakuna Matata? Leia na Wikipedia


Para saber mais sobre a importância da atividade física, você pode consultar os seguintes artigos da Agência de Notícias das Hepatites, mantida pelo Grupo Otimismo:

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O café e a cura da Hepatite C

Característica comum da sociedade atual, sentar-se com os amigos para tomar um cafezinho, pelo menos pra maioria é equivalente a sentar para tomar uma cerveja. O café, assim como outras práticas, tem a capacidade de estabelecer laços entre as pessoas. Café, pessoas, relacionamento. O que isso tem a ver com a Hepatite C? É isso que você saberá na continuidade do post.

MarkSweep - WikiMedia Commons


Vários estudos mostram os benefícios do café nos problemas hepáticos

Especificamente em relação à hepatite C, já foi observado que os indivíduos que ingerem café regularmente, de 3 a 5 xícaras por dia, apresentam quadro significativamente melhor.  

Ao comparar pacientes do estudo que não bebiam café com o grupo dos que bebiam, foi observado que os que faziam uso regular do café apresentavam quadros menos severos de esteatoses (gordura no fígado), níveis menores nas transaminases, na alfa-feto-proteina, na insulina e no nível do HOMA, sendo que o nível de albumina era mais elevado no grupo de café. Carlos Varaldo - http://www.hepato.com/

Outros estudos já mostraram que o café é eficaz na redução da progressão da fibrose hepática - um dos prejuízos causados pelo vírus da hepatite C, que pode levar à cirrose e, em alguns casos, até à morte. 

Também há indícios de que as chances de cura da Hepatite C aumentem com uma maior ingestão de café: no grupo pesquisado, os pacientes que não ingeriam essa bebida tiveram apenas 11,3% de cura, contra 25,8% entre as pessoas que bebiam 3 ou mais xícaras de café por dia.

Mas atenção: 
Beber mais de cinco xícaras diárias de café passa a ser prejudicial, devido à quantidade de cafeína ingerida - alerta Carlos Varaldo, presidente do Grupo Otimismo. 

Julius Schorzman - Wikimedia Commons

Já estou até vendo: depois de lerem este post, meus pais e alguns amigos querendo enfiar-me café goela abaixo. E aí está o problema: o café seria um aliado na minha luta contra a hepatite C, se, claro, eu conseguisse ingerí-lo. Para o meu paladar infantil, apesar do aroma maravilhoso, café não é algo palatável. Não gosto mesmo. 

Em alguns momentos até me faz falta - como agora, que escrevo este post brigando contra o sono.

Sim, eu sei. Deveria tomá-lo como remédio. Quem sabe um dia...

Estou bem distante dos colegas blogueiros que acompanho no Twitter saboreando  e praticamente cultuando o café. Em homenagem a eles, cá está a famosa receita de capuccino do @profBauru, compartilhada pela @luzdeluma:


Toda essa conversa me lembrou um texto que o amigo @GELEAL escreveu sobre as meninas que servem café no nosso trabalho, do qual reproduzo o trecho abaixo:
café  é  um  evento  social  no  Brasil desde há muito, muito tempo. Das nobilíssimas cozinhas  coloniais às fogueiras de acampamento ou também nas famosas, milhares  e coloridas garrafas térmicas, o café reina no cotidiano do  brasileiro  como  uma  "parada"  no  ritmo  das  coisas e um momento de reflexão  e  prazer.  Quero um café preto, viu? Uai, tem outro? É uma forma sutil de dizer: "o meu tem que ser especial".
Há,  certamente,  os  "viciados",  que não podem sentir o cheiro ou ouvir o barulho  do  carrinho  do  café  sem  sentir  a  boca  salivar. Todos somos especialistas em café, mesmo antes de surgir a palavra "barista" (esquisito, não?). Mas o importante é que, pelo menos duas vezes por dia, todos os dias, algumas  pessoas se mobilizam para que matemos a vontade, ou saciemos o bom vício. [...]

E viva o café!

Ps: Não, mãe, eu não quero café. Obrigada.


Para saber mais, visite os seguintes links do Grupo Otimismo:



quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Japoneses analisam blueberry no tratamento da hepatite C

Interessante... essa semana tem sido a semana das notícias aqui no blog. E todas elas trazem um quê de esperança - motivo pelo qual as compartilho com vocês.

Uma substância da folha do blueberry (ou mirtilo) seria capaz de paralisar a replicação do HCV: leia aqui.

Uma planta que não tem efeito sobre a replicação do vírus mas que pode ser muito benéfica na proteção do fígado, dificultando a progressão das fibroses, é a Silimarina (também conhecida como Cardo Mariano). Tenho estudado sobre ela e prometo um artigo sobre isso em breve. Por enquanto, indico esse artigo: Clínica Geral: Silimarina, fitoterápico hepatoprotetor, da farmacologia experimental à clínica médica.

Mas lembrem-se: nenhum remédio deve ser tomado sem o consentimento do seu médico, mesmo os fitoterápicos. Até chás, aparentemente inofensivos, podem ser tóxicos em seu caso.

sábado, 13 de junho de 2009

Me animando

Quando eu era criança, tinha um quadrinho em meu quarto que dizia: “Viva cada momento como se fosse o único”. Eu achava a frase linda.

Não acho que ela se referisse a algo radical do tipo: "o que você faria se só te restasse esse dia?". Nem tampouco que ela pregasse o fim do planejamento na vida. Pra mim, era mais no sentido de curtir cada momento como se fosse o único.

E eu tenho curtido muito os meus momentos. É tão bom ter minha vida de volta!

Hoje a noite, pude cozinhar pro meu marido. Simples, né? Mas eu não tinha condições de fazer isso há muitos meses, quem dirá num sábado (nos últimos tempos, vocês sabem que os sábados não eram os meus melhores dias).

Enquanto eu cozinhava, ouvia os risos dele e da nossa florzinha brincando na sala. Não sei dizer até que ponto as lágrimas eram da cebola ou da enorme alegria que eu estava sentindo.

É difícil descrever o sentimento: é como um reencontro com o que era antes, mas com algo muito maior envolvido. Porque, como diz uma música que eu amo, “nunca mais será, mais o que foi...” (Desgarrados, de Mário Barbará, uma das mais lindas canções gaúchas).

Então, ao mesmo tempo que é um reencontro, é também a descoberta de algo novo, mesmo que seja o novo dentro do velho, ou o velho dentro do novo... mas isso já tá ficando complicado demais, filosofado demais.

Continuando a música... “Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é sonho”.
Olhos abertos, o longe é perto... e os momentos são únicos!
Sobre os sonhos, ainda teremos oportunidade de falar.

Bom, agora vou brincar que sou minha amiga Gi e passar a receita desta noite pra vocês (nas devidas proporções, porque - diferente dela - sirvo o prato numa travessa plástica de 1,99 e não faço decoração). A receita é de outra amiga, a Lu Rossi, e foi aprovadíssima aqui em casa:



Risoto de Arroz Sete Grãos e Champignon


Ingredientes:
1 xícara* de arroz Ráris Sete Grãos**
1 cebola picada
100 ml de vinho branco seco
1 stick de tempero completo Meu Segredo
3 xícaras de água
1 vidro de champignon
queijo parmesão ralado


Modo de fazer:
Ferva a água com o stick de tempero completo.
Refogue metade da cebola com manteiga ou azeite***, até ficar transparente.
Junte o arroz sem lavar e refogue por 3 minutos.
Adicione o vinho e deixe evaporar****.
Vá juntando o caldo aos poucos e continue mexendo até que o arroz fique cozido*****.
Doure a outra metade da cebola e acrescente o vidro de champignon em lâminas.
Acrescente essa mistura ao arroz, junto com o queijo parmesão, e sirva.
Decore com brócolis japonês******.


Bom appetit!


* É das xícaras grandes, de 250 ml.
** Encontrei o pacote de arroz Ráris Sete Grãos no supermercado, por aproximadamente R$ 8,00.
*** O mais saudável seria usar óleo de girassol (o azeite de oliva faz bem à saúde, mas desde que não seja esquentado - o mesmo vale para o óleo de canola, que é saudável se usado "cru"). Minha amiga Ana Carla me contou esses dias que “frita” a cebola sem óleo, na própria água que a cebola solta ao esquentar, mas ainda não testei. Claro que em termos de sabor, nada se compara a uma boa manteiguinha, mas “o paladar é um hábito que se constrói”.
**** Sim, o álcool evapora, então eu posso comer sem prejudicar o meu fígado.
***** Como o arroz integral, ele é um pouco mais durinho do que o arroz comum (branco).

****** Como sou rebelde, o meu foi sem brócolis.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Coisas que animam

Primeiro, comecemos pelo contrário: coisas que desanimam. Estou em crise de asma e rinite alérgica, de molho 3 dias em casa, e não posso nem aproveitar pra colocar a vida em ordem, porque como se faz isso quando mal se consegue respirar???

Segundo o médico que consultei ontem, tem a ver com o frio, tem a ver com o meu sistema imunológico ainda estar debilitado pelo tratamento, tem a ver com o carpete e o ar condicionado do trabalho, mas, principalmente tem o fator emocional (ok, as pessoas estão começando a me convencer que estou desequilibrada... rs).

O fato é que eu realmente queria um tempo pra mim: me cuidar, descansar, ler, fazer coisas que me dão prazer. Só que não tenho esse tempo, porque preciso trabalhar. Confesso que quando estou no trabalho até que gosto e me empolgo - acho inclusive que ultrapasso os meus limites por causa disso. Mas agora não era hora disso, entende? Algo dentro de mim pede: "Parem o mundo que eu quero descer!!!"

Mas vamos às coisas que animam: acabei de comer uma bomba de creme bem geladinha trazida direto da Confeitaria Rony Francês - que fica ali na Wenceslau Escobar, bairro Tristeza, em Porto Alegre - "importadas" para Brasília pela Tia Waléria e compradas pelo Tio Quiqui (obrigada aos dois por esse momento delicioso!). Bomba do Rony tem gosto de infância, tem gosto da casa da minha Nona (que saudade, Noninha!), tem gosto de "Meu Deus, como a vida é boa!".

E aí eu páro e penso numa reflexão que a Oprah fez hoje em seu programa (sim, esse é o cúmulo da falta de opção: passei a tarde assistindo Oprah!). Mas, enfim, a questão era: o que a gente faz diariamente pra se divertir??? Quanto tempo da nossa vida a gente dedica a coisas que realmente nos dão prazer? O Vô Hélio dizia alguma coisa do tipo que "tudo que a gente precisa pensar mais de dois minutos pra responder é melhor nem tentar responder". Pois bem, esse foi o caso: tive que pensar muito. A gente acaba se perdendo nas obrigações do dia a dia, se perde no trabalho, nas responsabilidades, nas atividades cotidianas... mal dá tempo pra fazer tudo o que gente tem pra fazer, e aí, quando a gente pára, só quer é descansar.
Vou repetir a fala do caboclo de Leloup, que já citei no último post: "No dia a dia da gente labutando pelo pão, 'vamo' perdendo a prontidão de botar sentido verdadeiro na alma".

Ué, mas eu não ia escrever sobre coisas que animam? Não tá parecendo muito animador... Mas a mensagem é: vamos colocar em nossas vidas mais coisas que nos animam! Podem ser pequenas coisas (que não dependam unicamente daquele planejamento de ganhar na Mega Sena), tipo pintar uma tela a dedo ou fazer uma escultura de argila com seu filho - mesmo que isso demande tempo e faça bastante sujeira.

E viva o Rony Francês!

Quer conhecer o Rony? Av. Wenceslau Escobar, 2389. Veja no mapa:


PS: A Dra. Ana Célia, minha nutricionista, deve estar pensando agora nos meus três deslizes: açúcar, glúten e lactose. Mas sempre dá pra piorar: que tal saber que a bomba ainda substituiu o jantar? Pode até valer puxão de orelha, mas que valeu a pena, isso valeu.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Alimentação


Quando pergunto a meu médico que tipos de cuidado um portador de hepatite C precisa tomar em relação à alimentação, ele me responde: "Exatamente os mesmos que todos nós devemos ter". Com isso, ele não quer dizer que não preciso ter cuidado algum. Pelo contrário, diz que TODAS as pessoas deveriam ter mais cuidado.

Imagem: MediaWiki Commons

Não sou especialista em nutrição, mas acredito na máxima de "que a gente é o que a gente come" e que a nossa alimentação tem impacto direto na nossa saúde - se positivo ou negativamente, isso vai depender de nós.

Apesar disso, tenho um problema muito sério com os alimentos: uma verdadeira repulsa a frutas, legumes e verduras - até uns dois meses atrás, se conseguisse comer um pouco (com MUITO esforço!), acabava vomitando tudo e ainda passava mal. Várias vezes na vida fiz tentativas de inserir tais alimentos no meu dia-a-dia; vários fracassos seguidos. * Fora isso, sempre busquei ter hábitos saudáveis, evitando frituras e doces em excesso e NUNCA ingerindo álcool.

Recentemente, precisei fazer algumas sessões de hipnose (acredite, funciona!) para descobrir as possíveis causas e mudar um pouco a minha relação com frutas e companhia Ltda. Não posso dizer que agora gosto delas: ainda é uma sensação desagradável, mas aquela repulsa passou e, aos pouquinhos, estou começando a ingerí-las. Talvez você não entenda o que isso significa pra mim, mas é uma vitória tão grande, que o dia que consegui comer a primeira maçã fiz isso na frente do espelho, rindo e me achando linda! Que nem criança.
Quando eu comecei o tratamento com interferon + ribavirina, em novembro do ano passado, alguma coisa mudou em mim. Terei a oportunidade de falar mais sobre isso depois, mas, resumindo, eu tomei a forte resolução de me cuidar, de fazer a minha parte. A começar pela alimentação.

Estou fazendo acompanhamento com uma nutricionista excelente (particular, mas sem dúvida vale o investimento). E mudei radicalmente minha alimentação: tirei leite e derivados, glúten, doces, carboidratos pobres e estou evitando carne vermelha. Por que é inacreditável? Porque a base da minha alimentação era exatamente essa! Eu brinco que agora eu como "comida de gente esquisita": quinoa, semente de linhaça dourada, semente de gergelin, arroz preto, leite de arroz com amêndoas, chá verde (entre outros) e tomando suplementos.

Vantagens? 1) Como o tratamento nos deixa enjoados para comer mesmo (nada é gostoso, nada dá vontade), a substituição dos alimentos que antes eu achava bons por esses "esquisitos" não foi nem um pouco traumática. 2) Estou me sentindo muito bem!

Desvantagens? 1) É difícil comer fora - restaurante ou na casa dos outros, por causa do tipo de comida oferecido. 2) Tá custando muuuuito caro!

Tenho pesquisado sobre o assunto e espero em breve escrever pra vocês sobre a dieta que estou seguindo e um resumo dos artigos sobre alimentação e doenças hepáticas que tenho lido.