ALERTA: Uma a cada 12 pessoas no mundo pode ter hepatite B ou C, sem saber. Não há sintomas e o vírus não é detectado em exames de rotina. Tem certeza que você não tem? Faça o exame, é gratuito.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Escoliose e Reeducação Postural Global (RPG)

Os leitores que me acompanham sabem que fui infectada pelo vírus da hepatite C durante transfusão de sangue quando tinha 8 anos de idade (1986), após uma cirurgia pulmonar.

Minha chance de sobreviver àquela pneumonia era mínima e a possibilidade de ficar com sequelas, inclusive neurológicas, era muito grande. Diante daquele cenário, a hepatite C nem é assim grande coisa (rs).

Mas a hepatite não foi a única consequência. Minha capacidade pulmonar não é das melhores (retirada a maior parte do pulmão esquerdo, ele regenerou-se cheio de cicatrizes). Ficou também um trauma de situações que envolvem agulhas e procedimentos cirúrgicos - natural, né?

E fiquei com um desvio na coluna, causado pela má postura decorrente da dor.
O que eu fazia era colocar a mão direita sobre o local da cirurgia (hoje uma senhora cicatriz na lateral esquerda do tronco, na altura dos seios) e inclinava o corpo para a esquerda, como que protegendo a região.

Dependendo da roupa que uso, dá pra ver parte da cicatriz.


A esq., como boa brasileira, minha lordose
(bumbum empinado). À dir., a escoliose.
Por estar em idade de crescimento, cresci torta: escoliose toráxica, que meu corpo compensou com uma escoliose lombar. Ou seja, minha coluna é em forma de "S".

A escoliose foi diagnosticada quando eu tinha uns 12 anos, mas o ortopedista consultado disse que não havia muito o que fazer. Se tivesse feito Reeducação Postural Global (RPG) na época, provavelmente teria "endireitado" (por que não fiz? Porque imagino que não era muito difundida).

Agora já não tem conserto, mas a RPG e exercícios físicos direcionados podem desenvolver minha consciência corporal e fortalecer certas musculaturas que compensem a "tortura" da coluna.

Hoje minha escoliose é vista a olho nu. Se eu ficar reta (ao menos, o que é reto pra mim), dá pra perceber facilmente que sou muito mais acinturada de um lado que do outro.

Se eu sinto dor? Geralmente não. Mas desde o ano passado, quando faço exercícios físicos, sinto um pouquinho a lombar. Eu descreveria como uma "dorzinha", um desconforto, só que é persistente.

Consultei esse ano um neurocirurgião para cuidar da minha coluna. Neurocirurgião??? Pois é, neurocirurgião. Cheguei lá super descrente, mas ele confirmou que eu estava no lugar certo, porque essa é a especialidade médica indicada para o tratamento da coluna - e não a ortopedia como eu acreditava.

Fui encaminhada para a Reeducação Postural Global (RPG).
Já havia feito alguns meses em 2005, mas durante o processo eu descobri a hepatite C e minha atenção voltou-se para ela, depois para a gravidez, depois para o tratamento da hepatite e, agora, a coluna volta a ser cuidada. Procurei o médico com medo que a escoliose continuasse evoluindo e aí sim eu pudesse ter problemas... e dor.

Segundo o neuro, não ocorrerá evolução. Mas posso sim ter problemas se não cuidar, como uma artrose bem antes do tempo.

Amanhã faço a minha 6ª sessão de RPG. Até que é gostoso, mas exige uma boa dose de sacrifício esforço.


Gosto muito da minha Rpgista, a Fahrida Leal, que além de querida é muito competente e daquelas profissionais que demonstram saber bem o que estão fazendo - acreditem, isso não é muito comum aqui em Brasília, que, de modo geral, carece de qualidade em todos os tipos de serviços, inclusive na área de saúde. Gosto que ela me explique o porque dos exercícios, seus objetivos etc (sou curiosa e intrometida) e, principalmente, gosto de seu otimismo que vai me deixar com uma cinturinha linda.

Enfim, continuo com meu projeto de cuidar de mim mesma e primar pela minha saúde e qualidade de vida. Tem custado tempo, tem custado dinheiro e implicado certo esforço. Mas o resultado... não tem preço!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Filme para o Dia Mundial da Hepatite 2010



Tudo começou assim: achei legal a dinâmica do @hordones (do FerramentasBlog.com) de interagir com os leitores do blog via vídeo.

Pensei em mostrar a minha carinha bem normal e saudável e dizer: "Gente, pode não parecer, mas eu tenho hepatite C, mesmo sem ter sintoma algum de doença. E você, tem certeza que não tem?"

Pareceu-me uma boa forma de dar o recado, já que não costumamos fazer exames se não sentimos nada e assim, sem sentir nada, mais de 5 milhões de brasileiros estão infectados com hepatite B ou C sem saber.

Peguei então minha camerazinha Sony e saí filmando cenas da minha rotina cotidiana. Foi quando uma amiga sugeriu que eu pedisse ajuda ao Heraldo Palmeira, da Alameda Produções, que no mesmo instante tomou o projeto como dele e transformou meu tosco videozinho caseiro num filme de verdade (profissional) - com direito a participação especial do maestro João Carlos Martins.

Contei com a ajuda maneira do publicitário e ilustrador Guilherme Bandeira (dos blogs Olha que Maneiro e Fandangos Suicida) com idéias para o vídeo e criação das demais peças da campanha - que não vou mostrar agora, senão perde a surpresa, mas garanto que ficaram bem legais!

Estou super empolgada com tudo isso! Primeiro, porque foi divertidíssimo "brincar" de atriz e assistente de produção. Depois, por ver tantas pessoas competentes e criativas trabalhando voluntariamente por uma causa coletiva (não tenho como agradecer). E, é claro, por pensar na campanha que faremos nas redes sociais no Dia Mundial da Hepatite (em maio) e na possibilidade de ajudarmos a diagnosticar novos casos - de pessoas que poderão tomar os cuidados adequados em relação a tratamento e a não transmissão do vírus.

Vai rolar uma promoção por aí... aguardem informações quando chegarmos mais perto.


"Hepatite C, sem medo"
Um filme de Heraldo Palmeira. Estrelando: eu.
Estréia em maio, no Animando-C e no Youtube.


Por enquanto, fiquem com imagens do making of.



Lidiana Queiroz - maquiagem profissional

Já maquiou o Lula, a Ana Hickman e, agora, euzinha.







  
Deiziele Rodrigues, também maquiadora.
Duas??? Sim, tô me achando (rs).



 


Gravando em meu local de trabalho (com autorização da chefia, é claro - obrigada).
Atenta ao senhor diretor Heraldo Palmeira.


  

Franscico Alves (câmera) e José Hilde (assistente) verificam o equipamento enquanto eu leio o texto que tive que repetir um milhão de vezes - coisas de principiante!





 


Preparando o microfone para um dos depoimentos especiais - da minha amiga @melissaporai.









Com a simpática repórter Renata Dourado.





 




 Participação linda da minha sobrinha Júlia, de 5 anos.







Agradecimentos especiais à equipe: Heraldo Palmeira, Débora Palmeira, Franscico Alves, José Hilde, Lidiana Queiroz, Deiziele Rodrigues, Renata Dourado e à Olhar Multimídia, que gentilmente cedeu os equipamentos.



ATUALIZAÇÃO EM 16/03/2010 - Faltava a foto da Palmeirinha... Eu e a Débora Palmeira, trabalhando na edição do vídeo (ela trabalha; eu dou palpite - rs).




Obrigada aos que abrilhantaram o filme com participações especiais: Amanda, Júlia, Bruno, Cordélia, Melissa, George, Dr. José David Urbaez Brito e Maestro João Carlos Martins. E também ao resto da família, que ficou no apoio, em especial minha super mãe!


Quer ajudar também? Será super bem-vindo!
Buscamos blogueiros e empresas/instituições que queiram apoiar o projeto. 

terça-feira, 2 de março de 2010

Num comercial

Phrenzee - Flickr
Achei esse comercial muito legal, mas o motivo de estar compartilhando-o com vocês é por aparecer uma foto minha com minhas irmãs e minha sobrinha.

Duvido que vocês encontrem, porque eu mesma demorei para achar.

Mas se quiserem brincar de "Onde está o Wally?", aí vai:


AGRE from EC on Vimeo.


Obrigada, Orlando, pela homenagem!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Saúde Bucal e Hepatite C

Desde pequena, aprendi a ter muito cuidado com meus dentes, tanto que nunca tive uma cárie na vida.

D Sharon Pruitt - Flickr

Mas tenho um problema: acúmulo de tártaro, principalmente nos dentes da frente. Faço limpeza uma vez por ano, mas não é suficiente (e haja orçamento se fosse fazer mais que uma).

O correto seria eu usar fio dental regularmente, mas por que eu não uso???
Neuroses de portadora de hepatite C: simplesmente porque... sangra.

Bom, se eu fosse freira, não ia me preocupar com isso.
Mas como sou adepta ao beijo na boca (rs), tenho medo.
Melhor prevenir do que remediar.

Tudo bem, já sei que hepatite C não pega por beijo.
Mas vai que meu marido está com algum machucado na boca? Sei lá...

O que vocês acham?
É muita neurose ou faz algum sentido pra vocês?