Não vou entrar no mérito dos prós e contras da programação televisiva. Apenas vou dizer que foi um recurso muito válido naquele momento. Acabei me acostumando e agora raramente assisto TV.
Por que estou falando isso? Porque o último post foi suscitado por um documentário que assisti no History Channel e, adivinhem? Este também.
Não dava pra deixar passar... sexta à noite me interessei por um documentário sobre a África que meu marido estava assistindo. A partir daí, foi uma enxurrada de sentimentos (e lágrimas). Me peguei pedindo desculpas a Deus por aquilo, porque sim, todos nós somos responsáveis.
O docu

Não vou falar dos fatos.
Não vou descrever as cenas.

Só vou dizer que, antes do documentário acabar, eu tirei do dedo meu anel de brilhantes e até agora não consegui colocá-lo de novo.
"Você paga o preço em dinheiro, tem gente que paga com a vida".
E aí o que eu havia escrito no último post é reforçado: pra que sofrer por coisa "pequena"?
Meu pai esteve em Brasília no final de semana passado, para a festa de dois anos da minha linda Amanda (parabéns, florzinha da mamãe!). Na volta à Recife, onde mora, me mandou um email com o seguinte trecho: "Te senti muito cansada, um pouco desanimada. Surpresa, já que você é sempre tão alegre e ativa. Entendo suas razões, mas sempre é tempo de dar a volta por cima (...)"
Surpresa fiquei eu, que nem ao menos consigo me perceber diferente. Mas quando comentei com uma das minhas irmãs, ela disse que todo mundo repara o quanto estou "triste" - não me lembro bem o termo que ela usou.
Eu não quero estar assim! Fico com medo de entrar em depressão (só quem já passou por isso sabe o medo que dá a possibilidade de ficar deprimida de novo).
Já estou conseguindo trabalhar bem as coisas dentro de mim. Até nem dói mais. Então por que isso ainda está no meu semblante? Dano moral, com características de assédio? Não importa, porque não quero mais saber! Eu tenho é que cuidar do meu fígado!
É verdade que estou cansada. Espero que nas minhas merecidas férias mês que vem eu consiga recarregar as energias que estão me faltando agora.
E esquecer o que não vale a pena ser lembrado...
AAAA eu juro "que juro" que respondi ao teu tópico, mas não sei kddddd. Coisas do interferon kkkkkkk.
ResponderExcluirResumindo... se cuide menina, não deixe o fantasma da depre te assombrar, lembre-se que é só um fantasma, mas se for alimentado com medo vai querer se instalar.
Apesar de ser uma eterna palhacinha tem dias que simplesmente não estou bem e pronto. Dou graças por essas oscilações, pois sempre aprendemos muito com elas.
Boas férias Flor, vc merece e deixo aqui meu convite para vir me visitar, afinal somos qse vizinhas.
Bjs.
"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena." (Fernando Pessoa).
ResponderExcluirSei que tua alma é grande Flor então creia que tudo vale a pena.
EStou um pouco "capenga" nesses dias, mas estou cuidando da minha alma para que os problemas que estou enfrentando não venham a se refletir no meu corpo físico.
Estou no final do tratamento e alguns fantasmas também andam me perseguindo, mas estou brigando com eles e dizendo: Xôoooo fantasmas kkkkkkk.
Será que teu semblante não é o de uma pessoa em introspecção??? Isso não é depressão amiga, e todos precisamos ter momentos assim para seguirmos a vida.
Segue o teu destino,
ResponderExcluirRega a tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Ricardo Reis