A, B, C, D, E... reportagem do Correio Braziliense de 16 de maio de 2011 levantou mais uma vez a problemática: as hepatites - doenças que não discriminam gênero, idade ou classe social - são muitas vezes silenciosas e, portanto, muitos infectados recebem o diagnóstico tardiamente. "Sem sintomas, com perigo" - alerta a matéria, que traz o depoimento e foto desta blogueira que vos escreve.
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| Edilson Rodrigues/CB/D.A Press - Correio Braziliense 16/05/2011 |
A descoberta tardia da doença também ocorreu com a leitora Daniela, que deixou seu comentário hoje no post
Portadores de hepatite C recebem indenização por omissão do Estado. Atualmente com 29 anos, ela foi diagnosticada com
hepatite C apenas porque leu na internet sobre o
risco de quem recebeu transfusão de sangue antes de 1993 ter contraído a doença e foi atrás.
Ela conta que, ao pedir o exame de hepatite C na consulta, ouviu da médica que dificilmente teria a doença, mas que faria a requisição por desencargo de consciência. Daniela conta: "Ao receber o diagnóstico, os sentimentos se misturavam... medo, raiva, impunidade... pois foram mais de 14 anos me tratando com diversos médicos e nunca sequer insinuaram que seria bom fazer o tal exame e (antes disso) eu nunca havia ouvido falar sobre essa doença. Se não tivesse pesquisado de uma forma outra, sabe-se lá quando eu iria descobrir o problema..."
Será que foi apenas comigo e com a Daniela que isso aconteceu? A Organização Mundial da Saúde diz que não: segundo a OMS, mais de 3 milhões de brasileiros podem estar na mesma situação, podendo ter contraído o vírus em situações corriqueiras como uma ida à manicure.
Saiba mais:
Hepatite C: posso estar infectado sem saber?