
Ok, estou uma semana atrasada com este post. Esses dias têm sido tão corridos, que, embora tenha em mente muitas coisas para escrever, falta tempo para transportar as idéias para o Animando-C.
Mesmo que rapidinho, precisava dizer o quanto amei a campanha do Ministério da Saúde nesse Dia Mundial de Luta contra a Aids, da qual faz parte o banner acima.
Criativo, instigante e profundo.
Existe preconceito contra o HIV? E contra a hepatite C?
Sim, e temos que reconhecer que o preconceito não está ali fora, andando pelo corredor.
Ele está dentro da gente.
Confesso que, em momento de crise no casamento, cheguei a pensar que, se tivesse que me separar, teria que ter consciência de que era pra ficar sozinha pro resto da vida. Afinal, quem ia querer um "amor-problema"? Na época, não me convenceram argumentações do tipo: "conheço pessoas que têm HIV e namoram normalmente, mesmo com pessoas não infectadas" ou "o ser humano é muito solidário" (até porque, nessa hora, não estaria atrás de caridade).
Argumentos racionais não funcionam nesse caso, simplesmente porque é um sentimento e, como tal, não é racional.
Para refletir: onde estaria o preconceito nesse exemplo, senão dentro de mim mesma???
Passemos às próximas perguntas inconvenientes (pode responder com sinceridade, ninguém está lendo seu pensamento):
- Você começaria um relacionamento amoroso com uma pessoa que tem HIV ou hepatite?
- Você não se importaria se seu filho/filha começasse a namorar alguém com HIV ou hepatite?
Se viver com preconceito não é possível,
que tal começarmos a rever os nossos próprios preconceitos?
que tal começarmos a rever os nossos próprios preconceitos?
O vídeo acima foi motivo de polêmica. O que você acha?
Conheça também a dimensão interativa da campanha:

