Uma em cada 12 pessoas no mundo pode ter hepatite B ou C, sem saber. Não há sintomas e o vírus não é detectado em exames de rotina. Tem certeza que você não tem? Faça o exame, é gratuito.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Cai vacinação no Brasil: será que só aprendemos pela dor?

Adultos, como está a sua caderneta de vacinação? Você costuma ir ao posto de saúde de vez em quando para verificar se está tudo em ordem? Lembrem que algumas vacinas precisam de reforço a cada 10 anos. 

Desde 2015, os números da vacinação vem caindo no Brasil e isso é muito grave. Não só porque doenças sérias já erradicadas podem voltar, como podemos ter surtos de doenças perigosas - mas que seriam evitáveis. 

Eu lembro do pediatra da minha filha contando uma cena que ele jamais vai esquecer: de um casal com uma criança morta nos braços, por catapora, e um acusando o outro por não terem dado vacina no filho.

Com uma boa cobertura vacinal, a gente vai esquecendo que catapora e sarampo matam, que caxumba em grávidas deixam os bebês surdos, do sofrimento que é a poliomielite (paralisia infantil). Tuberculose, lembram? Meus bisavós morreram de tuberculose. 

Mas queria chamar a atenção aqui para os números da hepatite B: menos de 25% dos municípios atingiram a meta de vacinação em 2020. O vírus da hepatite B é transmitido 100 vezes mais fácil que o vírus do HIV. Infelizmente, alguns casos são fatais. Nessa minha trajetória de luta contra as hepatites, já perdi pessoas para a hepatite B e já ouvi muitos relatos de filhos que perderam pai, mãe... perdas irreparáveis! 


Acho muito revoltante pensar que, considerando que temos uma vacina gratuita, essas mortes poderiam ser evitáveis.

Como é revoltante pensar que é estimado que mais de 300 mil mortes de covid-19 no Brasil poderiam ter sido evitadas porque o Governo Federal simplesmente ignorou a oferta de vacinas. Não é que não fomos vacinados porque não havia vacina disponível: havia, mas ela nos foi negada. 

Não se brinca com vacina, gente. Façamos a nossa parte. Cuidem-C. 


Fonte: Você encontra mais dados sobre isso aqui A diminuição da cobertura vacinal no Brasil nos últimos anos | Nexo Políticas Públicas (nexojornal.com.br)

quarta-feira, 31 de março de 2021

Celebrando 12 anos na companhia de outro inimigo invisível

Hoje faz 12 anos que escrevi as primeiras linhas deste blog. Tanta coisa aconteceu de lá pra cá, mas uma coisa não mudou: a dor do tratamento me ensinou que viver bem era uma decisão. E continuo firme nela. Naquele primeiro dia, eu escrevi: 

Eu DECIDI que vou VIVER BEM, independente do que possa acontecer. 

Muita gratidão por hoje estar curada da hepatite C, depois de uma longa jornada de luta. Não foi daquela vez, mas minha hora chegou.

Agora cá estamos: mais uma vez precisando ser resilientes diante de um inimigo invisível. De novo falando de uma doença nova, cujas informações mudam o tempo inteiro. Mais uma vez lidando com a dificuldade das pessoas em interpretar dados e, como consequência, vários absurdos que acabam colocando vidas em risco. 

Neste momento, não estou saindo de casa nem para o supermercado. Sei que nem todos podem fazer isso, mas por favor, mais do que nunca, tomem cuidado. 

Sei que estamos cansados, sei que sentimos falta de muitas coisas, sei que muitos tiveram perdas irreparáveis, sei que nossa saúde mental às vezes se abala. Mas também sei que somos fortes. Acompanhei nesses 12 anos várias histórias de luta contra os vírus da hepatite B e C, que me mostraram que o ser humano é muito guerreiro e resiliente. 

Vi pessoas passando pelo tratamento com interferon por duas, três ou ainda mais vezes. Pessoas que fizeram mais de um ano daquele tratamento, passando mal 24h por dia. Que foram obrigadas a ficar a maior parte desse tempo em casa, porque não davam conta de sair (às vezes nem da cama). 

Então se você está com saúde agora, agradeça, respira fundo e aguenta mais um pouco. Ainda teremos muitos meses pela frente, mas já temos a maior arma que se pode ter contra um vírus: vacina. E temos várias, inclusive uma brasileira! 

Informe-se, busque fontes confiáveis, seja racional e lembre-se de que nada nesse mundo é mais importante do que vidas humanas. O resto a gente recupera, mesmo que demore. 

Fiquem bem, meus queridos! 

Olhem como a Florzinha cresceu <3 

PS: Quem quiser me acompanhar no dia-a-dia, é só chegar nos stories do meu perfil no Instagram: @trabalhada.na.beleza

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Entrevistada pelo Dr. Drauzio Varella para o Fantástico

Sim, isso realmente aconteceu... e foi incrível! Além de uma honra. Obrigada ao Dr. Drauzio, à Nathália e ao Fantástico por essa visibilidade à hepatite C. 

Que possamos ajudar a conscientizar mais pessoas para fazerem o teste 🙏 Quanto antes descobrir, mais chances de curar! 


Para assistir na Globoplay, gratuitamente: https://globoplay.globo.com/v/8931621


terça-feira, 21 de abril de 2020

Notícias da Flor e 11 anos de Animando-C

Meus amores, que saudade! Venho pouco por aqui agora, porque estou tocando muitos projetos ao mesmo tempo (como sempre hehe) e vocês sabem que uma das coisas que a Hepatite C me ensinou foi a cuidar melhor de mim e a ser mais generosa comigo mesma. Faz parte disso eu priorizar no que vou investir meu tempo e não me cobrar demais. Continuo mantendo o blog no ar com muito amor, para que o conteúdo possa ajudar mais pessoas. No entanto, não tenho muito mais para atualizar, afinal, já estou curada há quatro anos (graças a Deus)! De lá pra cá, a Hepatite C é só História e, claro, muitas lições aprendidas.


11 anos de Animando-C


Dá pra acreditar? Em 31 de março de 2009, eu escrevia o primeiro post do Animando-C - Começando...
A ideia era despretensiosa: compartilhar o diário do meu tratamento para tentar ajudar outras pessoas que passavam por isso a encarar a situação de forma mais otimista - ao contrário das desgraças que a gente lia na época na internet. Lembro quando as primeiras pessoas desconhecidas começaram a comentar (uau!). Algumas viraram amigas. Hoje, são 3.243 comentários em 272 posts (vocês são demais!).

Infelizmente, eu cometi um erro recentemente e perdi as indexações do Google, o que fez a quantidade de acessos do blog cair abruptamente. Vocês não tem ideia de como eu fiquei chateada comigo mesma! Mas preferi pensar que tudo acontece por um motivo e que isso era um sinal de que um ciclo havia se fechado. Consegui corrigir o erro, mas nunca recuperar as indexações perdidas: quando alguém pesquisava sobre hepatite C no Google, o Animando-C aparecia na primeira ou na segunda página. Hoje, você me acha só na página 10 dos resultados das pesquisas (convenhamos, ninguém chega na página 10!) e nem é com o Animando-C, mas sim numa reportagem feita comigo pelo jornal Correio Braziliense. Enfim, de nada adianta chorar sobre o leite derramado. 


Notícias da Flor


Continuo morando em Brasília e a Florzinha já tem 12 anos de idade! Embora eu saiba que o vírus não volta depois de eliminado do organismo, admito que toda vez fico paranoica pra ver o resultado de TGP, TGO e Gama GT nos meus exames de sangue. É sempre um alívio ver que não há alteração e, portanto, meu fígado está muito bem, obrigada. :) Quem mais?

Já para o resultado do Anti-HCV nem ligo, porque sei que os anticorpos estarão sempre lá. São como as cicatrizes da nossa guerra: mostram que tivemos contato com o vírus, como que nos lembrando da nossa vitória!

Coronavírus


E não é que hoje o mundo está confinado por conta de um vírus? Não deixo de achar interessante que há mais de dez anos alertemos para a pandemia silenciosa das hepatites virais e até hoje as pessoas ainda não se conscientizaram da sua importância e perigo. Claro, os infectados com as hepatites B e C geralmente não apresentam sintomas, e a letalidade leva anos (e até décadas) para chegar. Infelizmente, muitas vezes chega.

Esses dias, até a revista Exame lembrou disso numa matéria sobre as doenças infecciosas que matam mais que o coronavírus, citando as hepatites B e C como responsáveis por 1,34 milhões de mortes por ano.      

Por isso é muito importante que continuemos falando sobre o assunto, que continuemos alertando as pessoas para fazerem o teste. Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de cura. Eu continuo falando sobre isso sempre que posso, e vocês? 

Particularmente, estou adorando esse período de isolamento social (me julguem! hehe). Apesar de que estou muito estressada, porque meu trabalho em home office está me exigindo demais neste período. Mas, chefe, isso não é uma reclamação: quero ficar em home office pra sempre! Fazia dois anos que eu pedia para trabalhar remotamente mas nunca havia sido contemplada.

Os serviços domésticos me ocupam demais (gente, a cozinha de vocês fica mais de uma hora arrumada? Fala sério!) e, admito, não gosto. Geralmente, tenho a minha funcionária Ivonete, que me faz muita falta e que cuida de tudo isso pra mim, para que eu possa dedicar meu tempo a outras atividades (inclusive as remuneradas que me permitem pagar o salário dela). Mas agora ela está quietinha em casa porque, como eu, também é grupo de risco por causa da asma.

Também sinto falta de praia e cachoeira. Já as pessoas continuo encontrando online e, como sou bem tecnológica, já estou acostumada com isso.



Eu acho que o mundo nunca mais será o mesmo... e Graças a Deus! É lógico que nosso modelo de desenvolvimento estava esgotado e que uma hora isso explodiria. Eu considero o Covid-19 uma benção que veio nos mostrar que é urgente mudarmos o nosso modo de ser e estar no planeta. Logicamente que sinto muito pelas vidas que estamos perdendo para ele (e tenho medo também). Quando digo "benção" é porque imagino que poderia ter ocorrido algo muito pior, que nos desse menos chance de sobrevivência (como uma terceira guerra mundial, agora nuclear).

É preciso que aceitemos a nossa vulnerabilidade humana. É preciso que acolhamos que estamos vivendo uma calamidade sem precedentes em nosso século, um momento muito ruim, que não pode ser negado ou minimizado. É preciso que entendamos que precisamos mudar.

E que isso comece por dentro.

Particularmente, eu estou serena. Já sobrevivi ao Staphylococcus aureus  e ao VHC (Vírus da Hepatite C). Isso não me dá tranquilidade, especialmente porque estou no grupo de risco, mas me dá resiliência. Faço o que está ao meu alcance para prevenção e aceito que não tenho o controle de tudo... e que está tudo bem.

Estou aproveitando para refletir sobre minha vida, o que quero e o que não quero mais - mas, pra ser sincera, nada diferente do que tenho feito desde 2009 quando meu primeiro tratamento da Hepatite C fracassou. Ou seja, esses vírus são professores, pra quem tem a mente aberta para aprender.

 

Como eu me mantenho bem


  • Acreditando que tudo acontece como deve acontecer e que precisamos encontrar o que essas situações desafiadoras podem nos ensinar. 

  • Buscando estar perto de pessoas que me fazem sentir bem e evitando pessoas tóxicas.

  • Cuidando de mim mesma:
    - rotina de exercícios físicos mesmo em casa (eu faço na plataforma Queima Diária, clique no link para ganhar o desconto dos meus seguidores)
    - alimentação equilibrada - continuo com acompanhamento com nutricionista, agora online.
    - suplementação adequada (coisas que não podem faltar: colágeno Naära, bebida de proteína do programa Zen, Vidacell e Reserva - tem tudo para vender na minha loja online e tenho alguns a pronta entrega em Brasília)   

  • Tendo minhas metas pessoais da quarentena - o que quero sair melhor do que entrei. Como estão as suas?

  • Ajudando outras pessoas a passarem bem por essa fase:
    - fazendo doações (por exemplo, para os indígenas do Xingu, ajude também!);
    - compartilhando conteúdo nas redes sociais - hoje uso mais o meu perfil comercial @trabalhada.na.beleza no Instagram (me acompanhe por lá, especialmente nos stories);
    - ajudando pessoas a começarem um negócio junto comigo para ter renda extra nesse período delicado. Queria estar ajudando mais, mas realmente estou bem sobrecarregada no meu emprego formal; quem quiser saber mais, manda direct no Instragram por favor e divulgue para os amigos que você conhece que estão com as portas dos negócios fechadas.

  • Meditando, orando, fazendo yoga, usando óleos essencias (o que mais estou usando são o Enhance e o Defend, que tenho a pronta entrega em Brasília. O difusor é mara!).

  • Estudando e lendo bastante. Vivo em lives, e vocês? Fazendo vários cursos também (das coisas mais diversas, desde hortas em pequenos espaços até investimentos).

  • Cuidando da minha família, inclusive da saúde mental.

Agora me contem


E vocês? Como estão de quarentena? O que tem feito, o que estão aprendendo com esse vírus, o que desejam estar melhores quando isso tudo passar?

Um beijo enorme pra todos vocês! Gratidão por estarem aqui, depois de todos esses anos. Se cuidem por favor! E, se possível, fiquem em casa.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Ainda se morre de hepatite em 2020?

O ano é 2020. Quando éramos crianças, achávamos que hoje já teríamos automóveis voadores e robôs empregados domésticos. Carros voando, de fato, não temos. Mas eu tenho um Robô aspirador Roomba em casa e trabalho com metodologias de treinamento de chatbots - robôs atendentes de chat. A tecnologia de nossos smartphones atuais era inimaginável naquela época. Ou seja, avançamos muito, sem dúvidas. E em relação às hepatites, como estamos nesse cenário futurista?



 
Nesses 14 anos desde o meu diagnóstico de hepatite C, muita coisa mudou. Um grande destaque foi o avanço da Medicina e os novos medicamentos, que hoje têm um percentual de cura muito maior e infinitamente menos efeitos colaterais, possibilitando melhor qualidade de vida durante e após o tratamento.   
  
Mais pessoas são tratadas pelo SUS hoje e o público-alvo da vacina da hepatite B foi ampliado.

No entanto, infelizmente, nos últimos anos, as campanhas de detecção e prevenção parecem ter diminuído. O mês de combate às hepatites passou batido no ano passado.

As pessoas ainda morrem por decorrência de complicações da hepatite B e hepatite C? Sim. Ainda temos milhões de pessoas infectadas no Brasil e no mundo que não fazem ideia que correm risco e precisam de tratamento? Sim! Em pleno 2020... Tanto avanço por um lado; por outro, muito ainda a se caminhar. 

O que você acha que pode ser feito para mudarmos esse cenário? Como podemos contribuir? Bora pensar juntos?

Feliz ano novo! Que avancemos ainda mais em 2020, porque cada vida conta.



quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Hepatite C - 10 anos do meu primeiro tratamento

Há 10 anos, eu começava meu primeiro tratamento da hepatite C - com interferon peguilado e ribavirina. Precisei aguardar três anos até ele ser aprovado. Eu e minha família estávamos com muita esperança, apesar de sabermos que as chances de cura, naquela época e para o meu caso, eram de 50%. Praticamente cara ou coroa. Mas eu dizia: "Só preciso de 1% mesmo" ;)  

O primeiro Interferon, a gente nunca esquece

Foram seis meses muito difíceis, que me ensinaram coisas importantes que carrego até hoje. A principal delas:

Deixe para trás o que não vale a pena. Há muita coisa na vida que não podemos mudar. Então deixe para sofrer com elas, não pelo que pode ser evitado. 

Dez anos depois, sabemos que aquele tratamento fracassou. E foi assim que contei isso para vocês: O soldado que sorri

Mas também sabemos que, oito anos depois, eu comemoraria com vocês a minha cura: Enfim, borboletando...

Para que então relembrar aquelas 27 semanas de sofrimento? Simples! Para, em meio às adversidades da vida, saber que conseguir levantar da cama todos os dias já é uma grande benção. __/\__ Leia em: Hepatite C: diário do tratamento    

Cair, levantar, sem nunca deixar de acreditar. Para quem ainda está na luta contra a hepatite C: continue firme! Hoje os medicamentos disponíveis são infinitamente mais avançados, com mais chance de cura e praticamente sem efeitos colaterais. As pesquisas continuam avançando muito rapidamente! Em alguns anos, a hepatite C não existirá mais e será apenas uma lembrança para a humanidade. Eu acredito nisso. E você?

sábado, 28 de julho de 2018

Dia Mundial da Hepatite 2018

Hoje poderíamos estar comemorando os avanços que tivemos nos últimos anos na luta contra as hepatites no Brasil. Podíamos estar planejando os próximos passos em direção à eliminação da doença no País. Mas, ao invés disso, precisamos nos preocupar com o retrocesso de direitos já conquistados.

A Sociedade Brasileira de Infectologia, a Sociedade Brasileira de Hepatologia, a Associação Paulista para Estudo do Fígado e a Aliança Independente dos Grupos de Apoio manifestaram-se neste mês de julho contra uma possível mudança no protocolo clínico de tratamento da hepatite C que comprometeria o plano de erradicação da hepatite até 2030.

Não podemos permitir retrocessos!

E continua a busca pelos infectados que ainda não foram diagnosticados. Vejam os dados atualizados sobre a situação do Brasil, divulgado pela World Hepatitis Alliance (WHA):

Hepatite C: apenas 16% dos infectados diagnosticados

[Clique na imagem para aumentar]


Hepatite B: apenas 25% dos infectados diagnosticados

[Clique na imagem para aumentar]


A campanha Find the Missing Millions da WHA para o Dia Mundial da Hepatite 2018, alerta para os milhões de infectados no mundo que ainda não foram encontrados.


Ajude-nos nessa missão resgate: compartilhe informações, converse com familiares e amigos, faça o teste das hepatites e incentive que outras pessoas façam também.

Só poderemos vencer essa doença, se soubermos onde ela está!

  




Informação faz bem à saúde:



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O que significa o log do exame de hepatite C?

  • Nos exames de contagem da carga viral da hepatite C, muitas vezes vemos o resultado em logs. 
  • Uma das formas de verificar se o tratamento tradicional fez efeito é a queda de pelo menos dois logs na 12ª semana.
Mas afinal, o que é esse log de que tanto se fala?  

Como a quantificação do vírus lida com números enormes, busca-se facilitar usando uma medida em exponencial ou em logaritmos de 10. E eu que na escola achava que nunca usaria logaritmos na vida... ledo engano!

Relembrando:
10 = log1 = 10 elevado a 1;
100 = log2 = 10 elevado a 2;
1000 = log3 = 10 elevado a 3;
(...)
10.000.000 = log7 = 10 elevado a 7. 

Dessa forma, logaritmo com base 10 mede aproximadamente o "número de zeros" em uma contagem.



Agora, vejamos o exemplo do meu exame de carga viral de setembro de 2008, antes de iniciar o tratamento: 

QUANTIFICACAO (CARGA VIRAL) DO VIRUS DA HEPATITE "C"
   
RESULTADO....: A quantificacao do RNA do Virus da Hepatite C revelou a seguinte concentracao.....................
.............17.900.000 Unidades Internacionais/ml.



O laboratório não forneceu o resultado em logs, mas usando qualquer calculadora de logaritmo online, descobrimos que 17900000 Unidades Internacionais/ml equivalem a 7,25 logs.

Dica: retire os pontos do número ou substitua-os por vírgula (padrão numérico dos Estados Unidos)




Vejamos agora o resultado do meu exame da 12ª semana de tratamento com interferon peguilado e ribavirina, em janeiro de 2009: 

QUANTIFICACAO (CARGA VIRAL) DO VIRUS DA HEPATITE "C"

RESULTADO....: A quantificacao do RNA do Virus da Hepatite C revelou a seguinte concentracao.....................
................227.793 Unidades Internacionais/ml.


A carga viral caiu incrivelmente, não? Mas novamente buscando ajuda da nossa amiga calculadora, vemos que 227793 Unidades Internacionais/ml equivalem a 5,35 logs.

Comparando com o resultado do primeiro exame, temos uma queda de menos de dois logs em 12 semanas, o que indicava que meu tratamento não estava funcionando. 

7.252853031 logs - 5.3575403742 logs = 1,8953126568 logs 

De fato, interrompi o tratamento pouco tempo depois, sem sucesso [leia aqui].  



Este artigo foi escrito para explicar o que significa log na hepatite C. Se você está chegando ao blog só agora, saiba que todos esses dados já pertencem ao passado: estou curada desde 2016! [leia aqui]

Sabe aquelas 17 milhões e 900 mil unidades internacionais do vírus da hepatite C em cada mililitro (ml) do meu sangue? Como diria o Nérso da Capitinga: Morreu! 
 
Cá entre nós, quase 18 milhões por ml é uma quantidade bem respeitável, né? Se eu fiquei curada depois disso, qualquer um pode ficar ;)   

Eu brincava na época que eu já ficaria feliz se ganhasse um centavo para cada vírus que possuía.

Considerando que:
  • o volume de sangue no corpo humano corresponde em média a 7% do peso corporal
  • eu pesava 55 kg na época
  • então teria aproximadamente 3,85 litros de sangue = 3.850 mililitros
  • 3.850 mililitros x 17.900.000 =  68.915.000 unidades internacionais
  • 1 unidade internacional = 2,7 cópias/ml (Roche) [1]
  • então eu tinha aproximadamente 186.070.500 cópias do vírus da hepatite C circulando no meu sangue, o que já dava quase 2 milhões de reais se ganhasse um centavo para cada. 

Sim, a conta acima é bobagem e perda de tempo, mas me divertia enquanto eu ainda tinha de conviver com o vírus. ;)

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Publicado protocolo de tratamento da hepatite C que contempla F2

As ongs de apoio a portadores de hepatite C denunciaram que mudança alguma havia acontecido após o anúncio do Ministro da Saúde de que o tratamento da hepatite C seria ampliado para todos os pacientes com fibrose hepática F2 [leia aqui]. A resposta veio no dia 04/09/2017, quando o novo protocolo de tratamento da hepatite C pelo SUS foi publicado no Diário Oficial da União.

Pacientes F2 devem marcar consulta com seus médicos imediatamente para dar entrada no pedido de tratamento. 

http://www.aids.gov.br/system/tdf/pub/2017/64644/pcdt_hcv_web.pdf?file=1&type=node&id=64644&force=1
Faça download e leia o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Hepatite C e Coinfecções no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS)


Outro problema denunciado pelas ONGs foi a falta de medicamentos em alguns estados. Agora artigo publicado pela Agência de Notícias das Hepatites prevê que os medicamentos comecem a chegar aos pacientes em até 60 dias.  

Para aqueles que já estão com toda a documentação aprovada nas secretarias estaduais de saúde dos estados e no ministério da saúde, o que estimo que devam ser uns 6.000 pacientes, o recebimento do tratamento poderá demorar entre 30 e no máximo 60 dias, acontecendo em outubro, já que os contratos de compra foram assinados no final de agosto, os medicamentos são enviados desde os Estados Unidos, chegando em Brasil vão para a alfandega, a ANVISA deve inspecionar se tudo está conforme para poder liberar, daí vão para o deposito do ministério da saúde quando então são separados e enviados aos depósitos centrais dos estados para esses então realizar a entrega aos pacientes. 

Parabéns a todos os envolvidos, em especial aos técnicos do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais! Deve ser difícil conciliar a restrição de recursos e burocracia do governo com os anseios da população, mas parece que até agora estamos tendo um final feliz. 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Autoridade em hepatite C denuncia falta de medicamentos no Brasil

No último Dia Mundial da Hepatite, pacientes e ONGs comemoraram o anúncio do Dr. Ricardo Barros, Ministro da Saúde, de que todos os infectados com hepatite C receberiam tratamento gratuito pelo SUS nos próximos dois anos. Menos de um mês depois, o sentimento de júbilo foi substituído por revolta: não somente não houve a publicação do novo protocolo com as mudanças anunciadas, como também faltam medicamentos para tratamento da hepatite C no Brasil. 

A denúncia vem de Carlos Varaldo, presidente do Grupo Otimismo e da Aliança Independente dos Grupos de Apoio (Aiga), e vale ser lida na íntegra.




17/08/2017 - DENÚNCIA - Faltam os medicamentos para tratamento da hepatite C no Brasil

No dia 27 de julho, por ocasião do Dia Mundial das Hepatites, o ministro da saúde, Dr. Ricardo Barros, anunciou a compra de 25.000 tratamentos para dar continuidade ao programa de tratamento da hepatite C no Brasil e assim cumprir o prometido de tratar 35.000 pacientes a cada ano, como foi realizado em 2016.

Nesse momento o estoque no ministério da saúde já estava no fim e para evitar desabastecimento a compra já deveria ter sido realizada em maio ou mais tardar em junho, mas assim mesmo foi um alivio o ministro anunciar em julho que a compra estava sendo realizada.

Porém, estamos já na segunda quinzena de agosto e até agora sequer foram assinados os contratos com os fabricantes, pior ainda, não existem mais medicamentos para entregar aos infectados e a fila de espera já chega a aproximadamente 5.000 pacientes.

Fica então a dúvida, ou o ministro da saúde enganou a população na entrevista com a imprensa ou o ministro está sendo enganado pelos subordinados que são responsáveis pela administração e compra dos medicamentos.

O que você acha que está acontecendo? Queremos saber a sua opinião e interpretação dos fatos.

Estamos convidando você a participar anonimamente de uma pesquisa respondendo somente duas perguntas. Opine para sabermos se a culpa é do ministro ou são os subordinados que enganam o ministro?

Para participar, entre em https://pt.surveymonkey.com/r/X2J5P2L e responda a única pergunta da pesquisa.
Vamos participar! Juntos podemos pressionar para solucionar o problema da falta de medicamentos para os tratamentos da hepatite C.

Particularmente, confio nos técnicos do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. Falo isso com base nos muitos anos acompanhando o trabalho por eles desenvolvido. O que vi, muitas vezes, foram boas intenções sendo barradas por politica(gem). O que está acontecendo agora? Nós queremos - e temos o direito de - saber! Ministro, aguardamos explicações.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Todos os infectados com hepatite C receberão tratamento gratuito pelo SUS

O Ministério da Saúde anunciou ontem, 27 de julho, que o SUS fornecerá nos próximos dois anos tratamento gratuito para todos os infectados com o vírus da hepatite C, independente do grau de comprometimento do fígado. E sim, estamos falando de medicamentos com 90% de chance de cura e sem efeitos colaterais consideráveis.  


Até o final de 2017, todos os casos F3 e F4 diagnosticados terão sido contemplados com o tratamento. A previsão é que os diagnosticados com F2 serão plenamente atendidos no primeiro semestre de 2018. Todos os demais casos serão contemplados integralmente no período de dois anos.

Se você for F0 e F1, não se preocupe: a evolução da fibrose é muito lenta, muito mesmo. Isso quer dizer que em dois anos você não terá complicações hepáticas como consequência da hepatite C. Ou seja, não há risco em aguardar.    

O Ministério da Saúde também divulgou o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2017, cujos dados podem ser acessados em: INDICADORES E DADOS BÁSICOS DA HEPATITES NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS

Em 8 anos de Animando-C, esta é a segunda das três notícias que sempre desejei escrever. 

A primeira, foi anunciar a minha cura. 

Hoje, neste Dia Mundial da Hepatite 2017, tenho os olhos cheios de lágrimas para compartilhar a universalização do tratamento.

Só falta agora o post intitulado "A Hepatite C é erradicada no mundo". Encontrar e diagnosticar os infectados, que sempre foi uma bandeira dos ativistas, passa agora a ser o maior desafio do País. E isso é tarefa urgente, uma vez que a doença está cada vez mais avançada: a maior parte das infecções ocorreu na década de 80, sendo três décadas de agressão ao fígado dos infectados. Veja abaixo os dados preocupantes publicados ontem pelo Departamento de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde:  
MORTES - Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que as hepatites virais causaram 1,4 milhões de mortes em 2015, no mundo. A maioria delas está ligada à doença hepática crônica (720 mil mortes por cirrose) e câncer de fígado primário (470 mil mortes devido à carcinoma hepatocelular). No ano passado, foram registrados no Brasil 2.541 óbitos provocados por hepatites virais, sendo que 79,8% (2.028) das mortes estiveram relacionadas à hepatite C.
          
Cada um de nós é essencial nessa luta: converse com sua família e amigos. Sugira que eles peçam o exame de hepatite C na próxima consulta médica. 



Inspiremo-nos no vídeo abaixo, parte de uma campanha apoiada pela Sociedade Brasileira de Hepatologia e pela Sociedade Brasileira de Infectologia, que pede aos colegas médicos de todas as especialidades que solicitem o anti-HCV a seus pacientes.



Atualização em 17/08/2017: Como confiar em governo golpista? Autoridade em hepatite C denuncia falta de medicamentos no Brasil

Atualização em 04/09/2017: Publicado protocolo de tratamento da hepatite C que contempla F2


Fontes: 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Empregador pode pedir exame de hepatite?

Nenhuma empresa/instituição pode obrigar o trabalhador (ou candidato a emprego) a fazer exames de hepatite. Nem tampouco pode exigir ter conhecimento do resultado. Você tem o direito de manter sigilo sobre sua condição de saúde. Não existe profissão que não possa ser exercida por um portador de hepatite B ou C e, portanto, não há justificativa para que o exame seja solicitado.



A base legal que fundamenta essa questão foi muito bem discutida no artigo "É ilegal pedir exame de HIV no admissional?", escrito por Marcos Henrique Mendanha para o site Saúde Ocupacional. Como mencionado no próprio artigo, a legislação brasileira é mais avançada em relação ao HIV que outras doenças similares devido à repercussão que o tema provoca - e eu acrescentaria que também pela mobilização das ONGs em defesa dos portadores de HIV nas décadas anteriores. Mas a Justiça Brasileira têm dado às outras doenças de transmissão por meio de sangue tratamento análogo ao do HIV. Confira as informações abaixo e, no caso de discriminação, procure o Ministério Público.


É ilegal pedir exame de HIV no admissional?





Quando se fala na solicitação de sorologia para HIV em exames relativos ao trabalho, a polêmica facilmente se instaura.
Pela efervescência da matéria sobram normativas entre as quais citamos algumas:
Portaria 1.246 / 2010 do Ministério do Trabalho e Emprego, Art. 2º: “Não será permitida, de forma direta ou indireta, nos exames médicos por ocasião da admissão, mudança de função, avaliação periódica, retorno, demissão ou outros ligados à relação de emprego, a testagem do trabalhador quanto ao HIV.
Parágrafo único: O disposto no caput deste artigo não obsta que campanhas ou programas de prevenção da saúde estimulem os trabalhadores a conhecer seu estado sorológico quanto ao HIV por meio de orientações e exames comprovadamente voluntários, sem vínculo com a relação de trabalho e sempre resguardada a privacidade quanto ao conhecimento dos resultados.”
Nosso comentário: essa portaria foi emitida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, e é direcionada apenas aos que estão sujeitos à relação de emprego. Mas o que é relação de emprego? Trata-se de uma relação de trabalho que está calcada no regime celetista (CLT), como estabelece com seus empregados a maior parte das empresas. Os servidores públicos estaduais e municipais, por exemplo, podem estar submetidos à estatutos próprios que são omissos quanto a esse tema. Nesses casos essa portaria não teria validade (a menos que fosse objeto de discussão judicial ou administrativa, onde os efeitos dessa portaria fossem requeridos por analogia). Nesse sentido, veio a seguinte decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul:
EMENTA: “AGRAVO DE INSTRUMENTO — AÇÃO CIVIL PÚBLICA — CONCURSO PÚBLICO DE FORMAÇÃO PARA SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR — TUTELA ANTECIPADA — PRESENÇA DA VEROSSIMILHANÇA DO DIREITO ALEGADO — EXIGÊNCIA DE REALIZAÇÃO DE EXAME DE HIV — ATO DISCRIMINATÓRIO — PERIGO DE DANO DE DIFÍCIL REPARAÇÃO — PREJUÍZO ÀS PESSOAS PORTADORAS DO VÍRUS — MANUTENÇÃO DA DECISÃO SINGULAR — RECURSO IMPROVIDO.” (AGV 1257 MS 2008.001257-3)
Obs.: para os servidores públicos federais já existe a Portaria Interministerial 869 / 1992:
Portaria Interministerial 869 / 1992: “Proíbe, no âmbito do Serviço Público Federal, a exigência de teste para detecção do vírus de imunodeficiência.”
Na mesma esteira, vem a Resolução 1.665 / 2003 do Conselho Federal de Medicina, Art. 4º: “É vedada a realização compulsória de sorologia para HIV.”
Um aspecto jurídico importante quanto ao tema veio em setembro de 2012, quando o TST enunciou a Súmula n. 443, que assim expressa:
“Presume-se discriminatória a despedida de empregado portador do vírus HIV ou de outra doença grave que suscite estigma ou preconceito. Inválido o ato, o empregado tem direito à reintegração no emprego.”
Observamos que esta súmula presume como discriminatória a despedida de empregado portador do vírus HIV ou de outra doença grave que suscite estigma ou preconceito. No nosso entendimento, trata-se de uma presunção relativa, e, portanto, admite prova em contrário (juris tantum). Assim, caberá à empresa fazer essa prova.
Imaginemos: como uma empresa, que porventura tenha solicitado o teste de HIV (por intermédio de seu Médico do Trabalho/“Médico Examinador”) a um dos seus trabalhadores provará que não agiu com discriminação, sabendo que a simples solicitação desse exame já constitui um ato discriminatório e ilegal (nos termos da legislação exposta neste tópico)? Fica difícil. Nesse caso, o teste de HIV, na nossa opinião, pode ser a prova documental de que a empresa foi sim discriminatória, e portanto, esse trabalhador poderá, oportunamente, pleitear sua reintegração (e até sua estabilidade definitiva) no emprego, nos termos da Súmula n. 443 do TST.
Lembremos que o Médico do Trabalho/“Médico Examinador”, age como se empresa fosse, conforme interpretação extraída do art. 932, inciso III, do novo Código Civil. Casos como o narrado podem também ensejar indenizações por dano moral. Se a empresa for condenada a indenizar o trabalhador em virtude do dano moral causado por uma conduta ilegal e discriminatória do Médico do Trabalho/“Médico Examinador”, oportunamente, o empregador poderá entrar com uma ação futura contra esse médico no sentido de reaver a indenização paga ao empregado (ação regressiva — art. 934 do Código Civil).
Pelas normativas e riscos expostos, concluímos que não se deve solicitar sorologia para HIV de forma compulsória, em nenhuma hipótese.
Algumas perguntas são freqüentes sobre o tema:
a) No exemplo de um instrumentador cirúrgico: não há o risco de contaminação dos pacientes, caso ocorra um acidente com perfurocortante, e esse instrumentador seja HIV positivo? O Médico do Trabalho / “Médico Examinador” não deveria pedir o teste de HIV no exame admissional para os instrumentadores cirúrgicos?
R.: Há um incontestável risco de contaminação de pacientes, caso ocorra um acidente com perfurocortante envolvendo um profissional que seja HIV positivo (seja instrumentador cirúrgico, seja o próprio médico, etc.). Nossa legislação, no entanto, entende que apesar do risco evidente, não há fator impeditivo para que este profissional exerça a função de instrumentador cirúrgico, apenas pelo fato de ser HIV positivo. A razão é compreensível: que tipo de cuidado diferente para se evitar um acidente com perfurocortante tem o trabalhador que é HIV positivo, quando comparado a um trabalhador que tem sorologia desconhecida? Absolutamente nenhum! A prevenção deve seguir o mesmo rigor, para TODOS os trabalhadores (independente da sorologia). Dessa forma, a solicitação do teste de HIV é proibida, inclusive para trabalhadores da área da saúde, sob pena de ser qualificada como conduta discriminatória. Para reflexão: já imaginaram se todos os pacientes tivessem o direito de exigir sorologia de HIV, Hepatite, etc., para os cirurgiões que os fossem operá-los?
b) Voltando ao exemplo de um instrumentador cirúrgico, caso já tenha ocorrido o acidente com perfurcortante, mas não há confirmação que este instrumentador seja HIV positivo: poderá esse trabalhador se recusar a fazer o teste anti-HIV, caso solicitado?
R.: Sim. Vejamos o que diz o Manual de Condutas em Exposição Ocupacional à Material Biológico do Ministério da Saúde:
“A solicitação de teste anti-HIV deverá ser feita com aconselhamento pré e pós-teste do paciente-fonte com informações sobre a natureza do teste, o significado dos seus resultados e as implicações para o profissional de saúde envolvido no acidente.”
E continua:
“A recusa do profissional para a realização do teste sorológico ou para o uso das quimioprofilaxias específicas deve ser registrada e atestada pelo profissional.”
Percebemos que o próprio Ministério da Saúde considerou a possibilidade de recusa do profissional para realização do teste de HIV. Tanto assim, que preconizou o início da quimioprofilaxia preventiva em casos de acidentes com perfurocortantes, mesmo sem a certeza quanto à sorologia do paciente/trabalhador-fonte.
Pelo exposto, perguntamos também: de acordo com o Protocolo do Ministério da Saúde, qual a diferença de conduta pós-acidente quando se tem conhecimento que o paciente/trabalhador fonte é HIV positivo, quando comparamos com uma situação onde não se conhece a sorologia do paciente/trabalhador fonte? De novo, absolutamente nenhuma! A quimioprofilaxia preventiva será realizada, de igual forma, nos dois casos.
Ora, se despirmos honestamente de todos os nossos preconceitos, fica fácil entender porque a solicitação de HIV de forma compulsória é proibida, mesmo para trabalhadores que atuam em ambiente hospitalar: se as prevenções pré-acidentes e as condutas pós-acidentes são as mesmas para trabalhadores e pacientes HIV positivos, ou com sorologias desconhecidas, a ausência do conhecimento prévio da sorologia não gera prejuízo, nem na prevenção do acidente, nem nos procedimentos pós-acidentes. Qual seria a justificativa da obrigatoriedade da solicitação da sorologia de HIV, se não a justificativa discriminatória?
c) Solicitar exame para hepatite também é proibido?
R.: O tema HIV, por toda repercussão que provoca, conseguiu ser mais legislado do que outras situações de saúde. Nosso entendimento, é que a análise de hepatite, e todas as doenças de transmissão através do sangue, sejam feitas de forma análoga a análise do HIV, parcimoniosa e dentro do maior bom senso e discrição possíveis. Só não valem condutas discriminatórias!
d) Já que não é permitido pedir sorologia para HIV nos exames relacionados ao emprego, isso implica dizer que um trabalhador HIV positivo sempre estará apto ao trabalho?
R.: De forma alguma! O que a legislação entende é que não é pela sorologia de HIV que se define o “apto” ou “inapto”. Apenas isso. Agora, se o quadro clínico do trabalhador estiver incompatível com sua função, ele certamente deverá ser considerado “inapto” ao trabalho, sob pena de estar havendo omissão e negligência do Médico do Trabalho / “Médico Examinador” ao expor esse empregado à condições incompatíveis com seu quadro, condições estas que podem oferecer riscos ao próprio empregado.
Percebam: a inaptidão pelo empregado estar debilitado clinicamente é permitida (e necessária). Já a inaptidão apenas pelo fato do empregado ser HIV positivo (mesmo gozando de boas condições de saúde) é discriminatória, nos termos da legislação em vigor. Assim julgou o Tribunal Regional do Trabalho, do Rio Grande do Sul:
EMENTA: “RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA. DANO MORAL. DESPEDIDA DISCRIMINATÓRIA. Hipótese em que demonstrado que a despedida resultou de ato discriminatório. Recurso desprovido”. (RO 0467-07.2010.5.04.0611)
No processo acima, a reclamante apresentou um atestado médico constando o CID B24 (HIV). Pouco mais de uma semana depois recebeu aviso-prévio, o qual, no entanto, foi anulado, pois o exame demissional a considerou “inapta”. A auxiliar foi encaminhada ao INSS. Como teve o requerimento de auxílio-doença indeferido, a reclamante recebeu novo aviso-prévio, o qual foi formalizado, após esta ser considerada “apta” para demissão em exame realizado por outro médico. Os desembargadores consideraram correta a sentença e o valor indenizatório, arbitrado em 8 mil reais. Para eles, os fatos demonstraram que a dispensa foi discriminatória, pois não houve sequer alegação da ré de que foram despedidos outros empregados, ou de que a despedida da trabalhadora decorreu de alguma justificativa econômica ou financeira.
Concluindo: por mais controverso que pareça aos olhos de muitos profissionais da saúde (médicos, inclusive), as leis brasileiras entendem que o fato do indivíduo ser HIV positivo não o impede, só por essa circunstância, do exercício de QUALQUER função laboral. Seja no serviço privado, ou serviço público federal (conforme normativas acima), a solicitação rotineira e obrigatória de teste para detecção de HIV configura-se como prática discriminatória. Na mesma esteira veio a Lei 12.984/2014, que assim colocou:
Art. 1 – Constitui crime punível com reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, as seguintes condutas discriminatórias contra o portador do HIV e o doente de aids, em razão da sua condição de portador ou de doente: (…)
II – negar emprego ou trabalho;
III – exonerar ou demitir de seu cargo ou emprego;
IV – segregar no ambiente de trabalho ou escolar; (…).
Leia também: Recomendação CFM n. 07/2014 (Recomenda a adoção de procedimentos, cuidados, tratamentos e precauções aos médicos vivendo com HIV ou com AIDS, assim como seus direitos.)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

PCR - Proteína C Reativa positivo para hepatite C?


Meu exame PCR - Proteína C Reativa deu maior que 1,00 mg/dL. Tenho hepatite C?

Essa é uma pergunta muito frequente entre os leitores do blog. A resposta é simples: o exame de proteína C reativa não tem nada a ver com o diagnóstico de hepatite C. Acompanhe a explicação abaixo:


1. O exame inicial de diagnóstico de hepatite C é o Anti-HCV
HEPATITE "C" - ANTICORPOS ANTI HCV


Seu resultado esperado é negativo, o que quer dizer que você não teve contato com o vírus da hepatite C antes e, portanto, não desenvolveu anticorpos contra ele. Parabéns, você não tem hepatite C!

Se o resultado for positivo, você tem o anticorpo no sangue, mas isso também não quer dizer que você tenha desenvolvido a doença crônica. São necessários exames complementares para fazer esse diagnóstico. Leia mais em:

2. No caso de um Anti-HCV positivo, o médico solicitará um exame PCR para identificar se, além do anticorpo, você também têm o vírus da hepatite C circulando ativamente no seu sangue. 


É aqui que começa a confusão:

  • o PCR para diagnóstico da hepatite C é uma coisa; 
  • o exame chamado PCR - Proteína C Reativa é outra coisa completamente diferente. 


Explicando:

  • No primeiro caso, PCR é o método usado na realização do exame para detectar o vírus da hepatite C. 
  • No segundo, PCR é o nome de um exame para identificar a existência da chamada proteína C reativa - que nada tem a ver com a hepatite C.    


Explicando ainda melhor:

  • No caso do exame PCR para identificar a existência do vírus da hepatite C circulando no organismo, usa-se o método da Polymerase Chain Reaction - PCR, em Português, "Reação em cadeia da polimerase".  Trata-se de um método de criação de múltiplas cópias de DNA. Entre outras coisas, ele serve para identificar agentes causadores de doenças presentes em amostras de sangue, como por exemplo: Cândida sp, Chlamydia trachomatis, HPV, HIV, vírus das hepatites B e C etc. Se desejar, você encontra uma explicação mais detalhada na Wikipedia: Reação em cadeia da polimerase.
    O nome do exame não necessariamente contém a sigla PCR. No laboratório em que eu faço meus exames, o nome dele é: PESQUISA E QUANTIFICAÇÃO DO VÍRUS HEPATITE C. Abaixo, nas letras miúdas, pode-se ler: Método RT-PCR em tempo real - ROCHE - cobas CAP/CTM 96

    Se a pessoa não tiver o vírus da hepatite C ativo no organismo, o resultado será NÃO QUANTIFICADO. No caso de haver infecção crônica pelo vírus da hepatite C, o resultado será um número seguido de UI/mL. Por exemplo: 1.860.000 UI/mL. Apenas nesse caso que podemos dizer que a pessoa está infectada com o vírus da hepatite C.

  • Já o exame chamado PCR - Proteína C Reativa pode ser utilizado para detectar diversas inflamações no organismo. Não pode ser considerado diagnóstico, necessitando de exames complementares.
O exame da PCR é uma simples análise de sangue, que consiste na dosagem da concentração sanguínea da proteína C reativa. Um valor elevado sugere a existência de um processo inflamatório em curso. A PCR, porém, é um exame inespecífico; ela é capaz de apontar precocemente a existência de uma inflamação/infecção, mas é incapaz de dizer a sua origem, ou seja, ela não serve para identificar qual é a doença que está provocando o quadro. Fonte: MDSaúde 

Um resultado maior que o valor de referência 1,00 mg/dL pode significar várias coisas. É inútil tentar adivinhar seu diagnóstico usando o Google. Procure um médico para realizar exames complementares, se ele julgar necessário. Mas tenha certeza que a existência de proteína C reativa em seu sangue não diz se você tem ou não hepatite C.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Felicidade

Onde você está colocando a sua felicidade? Para refletir...

Só a leve esperança, em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada:
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.

O eterno sonho da alma desterrada,
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre adiada
E que não chega nunca em toda a vida.

Essa felicidade que supomos,
Árvore milagrosa, que sonhamos
Toda arreada de dourados pomos,

Existe, sim: mas nós não a alcançamos
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos.

Vicente de Carvalho

quinta-feira, 27 de abril de 2017

4º Congresso de Hepatites Virais

Aproximadamente um mês antes da II Cúpula Mundial de Hepatites, que acontecerá em novembro na cidade de São Paulo, teremos em Curitiba o 4º Congresso de Hepatites Virais e 11º Congresso de HIV/Aids. O evento ocorrerá de 26 a 29 de setembro de 2017 e traz como tema Prevenção combinada: multiplicando escolhas. Saiba mais no site do congresso.
http://hepaids2017.aids.gov.br/pt-br



"Ah, Ana Flor, mas esse evento é organizado pelo Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais [respira depois desse nome enorme]. É coisa de politicagem, governo etc. Eu odeio o governo e tal, então não vou." 

Aí é que você deveria ir mesmo, pois será a oportunidade de dialogar com os envolvidos nas políticas públicas e ações sociais. É o momento de ser ouvido, fazer suas críticas, dar sugestões e entender melhor o que acontece em relação às hepatites no cenário brasileiro. É a hora de ficar sabendo as novidades sobre novos medicamentos no Brasil e no mundo. E também de se abastecer com a energia de tantos voluntários envolvidos na causa, para termos força de seguir adiante em nossa batalha contra a doença.      

Eu estive no último congresso, que aconteceu em 2015 em João Pessoa. Leia aqui o meu relato para saber o que esperar desse evento. As inscrições serão abertas em breve.

Além de aprender e trocar experiências, você também pode compartilhar o seu conhecimento. As inscrições de trabalhos estão abertas até o dia 08 de maio. Os autores dos trabalhos aprovados receberão bolsa integral para participar do evento. Inscrições aqui.


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Participe da Cúpula Mundial de Hepatites 2017

http://www.worldhepatitissummit.org/pt/2017/p%C3%A1gina-inicial


Você pode ser convidado a participar das discussões da Cúpula Mundial de Hepatites, que acontecerá de 1º a 3 de novembro de 2017, em São Paulo. Inscreva seu trabalho até o dia 1º de maio, podendo ser uma pesquisa científica, social e comunitária, programas, produtos e políticas. Saiba mais aqui.

O QUE: Cúpula Mundial de Hepatites 2017
QUANDO: 1º a 3 de novembro
ONDE: World Trade Center, São Paulo, SP
INSCRIÇÕES: até 1º de maio de 2017
 
Confira abaixo as informações divulgadas pelo Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais:

Brasil sediará Cúpula Mundial de Hepatites em novembro

Encontro de alto nível será realizado em São Paulo como resultado do protagonismo brasileiro no enfrentamento às hepatites virais. As inscrições estão abertas até 1º de maio.

As hepatites virais são silenciosas, mas seus números dizem muito: todos os anos, 1,4 milhão de pessoas morrem de hepatites em todo o mundo.
E mais: juntas, as hepatites B e C são a causa de mais de 80% dos casos de câncer de fígado, globalmente. No Brasil, são mais de 500 mil casos.
Para enfrentar essa realidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Aliança Mundial contra as Hepatites (World Hepatitis Alliance/WHA) estabeleceram a Cúpula Mundial de Hepatites (CMH) – ou World Hepatitis Summit –, um encontro global bianual que tem por objetivo intensificar o progresso da agenda sobre as hepatites virais. O evento é realizado em colaboração com um país anfitrião diferente a cada edição.

O Brasil foi eleito para sediar a segunda edição da CMH – a ser realizada em São Paulo entre os dias 1º e 3 de novembro de 2017 – graças ao reconhecido protagonismo do país no enfrentamento às hepatites virais. A primeira edição da CMH foi realizada em Glasgow, na Escócia, em setembro de 2015.

O grande encontro reunirá governos, formuladores de políticas, especialistas em saúde pública e representantes da sociedade civil para debater formas originais de implementar a Estratégia Global do Setor de Saúde contra as Hepatites Virais (GHSS) – e de alcançar o objetivo maior de eliminar as hepatites virais como ameaça à saúde pública até 2030.

Para a diretora do Departamento das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, a Cúpula Mundial de Hepatites é “o momento certo para debatermos as urgentes estratégias de combate à doença”. A diretora reitera que “os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU nos convidam a participar desse momento” – e completa: “contamos com o seu apoio, com o apoio de seu país, de seu estado, de sua cidade e de sua organização”.


VANGUARDA 

O Brasil está na vanguarda da prevenção e tratamento das hepatites virais. A partir de 2015, o país incorporou quatro novos medicamentos revolucionários para o tratamento da hepatite C. Com essa nova tecnologia, diminuem-se os efeitos colaterais e o tempo de tratamento. Em menos de dois anos, o Brasil já tratou assim cerca de 50 mil pessoas, elevando a taxa de cura da doença de 60% para mais de 90%.


INSCRIÇÕES 

A participação na Cúpula Mundial de Hepatites se dá mediante convite ou inscrição de trabalhos (neste último caso, com subsequente aprovação – ou não – da organização do evento). A inscrição de trabalhos está aberta até 1º de maio de 2017.
Indivíduos, grupos e organizações estão convidados a apresentar seus trabalhos originais – incluindo pesquisas científicas, sociais e comunitárias, programas, produtos e políticas – e a explicar como contribuem ou poderão contribuir para a resposta às hepatites virais em seus países, regiões ou comunidades.

Os autores que tiverem seus trabalhos aprovados serão convidados a apresentá-los na Cúpula Mundial de Hepatites.

Os trabalhos estão limitados a 500 palavras; os títulos estão limitados a 30 palavras. Resumos acadêmicos/de pesquisa e descrições de inovações são bem-vindos. Saiba mais em: http://www.worldhepatitissummit.org/pt/2017/p%C3%A1gina-inicial


IMPRENSA
Toda a imprensa está convidada a participar da Cúpula Mundial das Hepatites 2017. Jornalistas poderão se cadastrar gratuitamente no site.

O QUÊ: Cúpula Mundial de Hepatites 2017
QUANDO: 1º a 3 de novembro
ONDE: World Trade Center, São Paulo, SP
INSCRIÇÕES: até 1º de maio de 2017


MAIS INFORMAÇÕES:
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST,
do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde
Grace Perpetuo: graceperpetuo@aids.gov.br (61) 3316-7624

Conheça também as páginas do DIAHV 
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terça-feira, 28 de março de 2017

Tratamento oral para hepatite C pelo SUS para fibrose 2 - consulta pública

A maior parte de nós concorda que não faz sentido aguardar um paciente portador de hepatite C piorar para tratá-lo com os novos medicamentos. Agora é a hora de manifestarmos isso formalmente. Está aberta, até 13 de abril, uma consulta pública para atualizar o Protocolo de Tratamento da Hepatite C.
Segundo Carlos Varaldo, presidente do Grupo Otimismo, essa é a oportunidade para conseguirmos o tratamento pelo SUS com os novos medicamentos para a fibrose 2.

Confira abaixo as informações e orientações publicadas na Agência de Notícias das Hepatites. Participe e ajude a divulgar! Não adianta nada só ficarmos reclamando do Governo se a gente também não fizer a nossa parte.

 







27/03/2017 - IMPORTANTE - Consulta Pública para atualizar o Protocolo de Tratamento da Hepatite C (artigo original em: http://hepato.com/a_noticias/179_a_noticias_port.php)

Já está aberta, até 13 de abril, a Consulta pública que atualiza o Protocolo de Tratamento da Hepatite C no Sistema Público de Saúde.

Tem novidades boas, como a introdução de mais um medicamento, o chamado 3D da Abbvie para infectados com o genótipo 1 para pacientes sem cirrose.

Mas também tem uma decepção, NÃO FORAM INCLUÍDOS OS PACIENTES COM FIBROSE F2.

Mas se todos os infectados, inclusive os familiares, pais, filhos e amigos, escrevem para que os infectados com Fibrose F2 sejam incluídos, poderemos conseguir a inclusão ou, sensibilizar para que no Dia Mundial da Hepatite em 28 de julho o Ministro da Saúde assine uma Nota Técnica aprovando a inclusão.

PORTANTO, É IMPORTANTE PARTICIPAR! É simples e rápido, entrando em http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=31068

Vai abrir um formulário pequeno onde os interessados deverão marcar CONCORDO PARCIALMENTE DA RECOMENDAÇÃO PRELIMINAR e a seguir marcar SIM em VOCÊ GOSTARIA DE ALTERAR OU INCLUIR ALGUMA INFORMAÇÃO AO TEXTO?

A seguir escreva porque você acha que já está mais que na hora de atender os infectados com fibrose F2 não os condenando a piorar seu estado de saúde para receberem tratamento.

Mas por favor, não coloque insultos nem palavras de baixo calão, pois se o fizer sua contribuição será eliminada. Seja gentil e peça a inclusão com boas maneiras e com textos que sensibilizem.

Se milhares escrevem, poderemos, sim, conseguir rapidamente a inclusão da fibrose F2. Mas depende de você, se ficar sentado esperando que outros façam, então é melhor desistir. A responsabilidade agora é sua!

Compartilhe com seus contatos solicitando a todos que façam suas contribuições para ajudar a conseguir o tratamento para Fibrose F2.

Vamos então participar, entrando em http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=31068